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Membros do FMI pedem mais apoio em meio a impactos de guerras e a riscos da "inteligência avançada"

17 out 2026 - 13h13
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Resumo
Membros do FMI pediram mais apoio a países vulneráveis que enfrentam crises de financiamento agravadas por guerras, altos custos de energia e fragmentação geoeconômica. Em comunicado conjunto, o comitê diretor alertou que os riscos econômicos globais permanecem negativos, impulsionados pela alta do endividamento e pelos impactos incertos das tecnologias de inteligência avançada. Diante desses desafios, o órgão reforçou a urgência de socorrer economias com dívidas sustentáveis mas sob pressão de curto prazo.

Os países membros do ‌Fundo Monetário Internacional (FMI) pediram um aumento do apoio aos países que enfrentam desafios de financiamento de curto prazo causados por repercussões negativas decorrentes de guerras e dos altos preços da energia, e afirmaram que os riscos econômicos continuam inclinados para o lado negativo.

E, embora tenha ⁠havido um impulso aos investimentos e ao comércio por meio das "tecnologias ‌de inteligência avançada", elas também acarretam riscos, afirmou o presidente do Comitê Monetário e Financeiro Internacional em um comunicado após uma reunião ‌em Bangcoc.

"A escalada de conflitos e tensões ‌comerciais pode perturbar ainda mais rotas comerciais essenciais, agravar as ⁠pressões sobre os preços das commodities, inclusive dos produtos energéticos refinados, e piorar a segurança energética e alimentar", afirmou o comunicado divulgado pelo ministro das Finanças da Arábia Saudita, Mohammed Al-Jadaan, presidente do IMFC.

O IMFC é o principal comitê diretor do fundo de crédito para ‌crises, que conta com 191 membros.

Al-Jadaan disse à Reuters que o texto ‌do comunicado foi acordado ⁠por todos os ⁠membros.

No início desta semana, os Estados Unidos estavam pressionando outros membros do FMI ⁠para que renomeassem a inteligência ‌artificial como "superinteligência" no comunicado, em ‌consonância com o nome preferido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para a tecnologia, disse uma autoridade de alto escalão do Tesouro dos EUA à Reuters.

A versão final da declaração do ⁠presidente do IMFC não continha nenhuma referência à inteligência artificial.

A declaração afirmou que o impacto incerto das "tecnologias de inteligência avançada", juntamente com a alta dos rendimentos dos títulos nas principais economias, que se transmite para países com elevado endividamento, "pode ‌ampliar as vulnerabilidades macrofinanceiras".

"As rápidas mudanças tecnológicas, as transformações demográficas, a maior frequência de eventos climáticos extremos e desastres naturais, bem como ⁠a fragmentação geoeconômica, estão agravando os dilemas de política pública", afirmava a declaração.

As economias membros concordaram em apoiar os países que empreendem reformas e lidam com vulnerabilidades relacionadas à dívida, com atenção especial aos países de baixa renda e de renda média vulneráveis, bem como aos Estados afetados por conflitos.

"Incentivamos o aumento do apoio a países com dívida sustentável e uma agenda sólida de reformas e promoção do crescimento, mas que enfrentam desafios de financiamento de curto prazo", afirma o comunicado, observando que vários membros garantiram apoio ao Fundo de Redução da Pobreza e Crescimento do FMI, que apoia países pobres e em desenvolvimento.

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