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Meloni reforça legado de Giovanni Falcone no combate à máfia

Premiê participou de homenagem a juiz vítima de atentado a bomba em 1992

13 jul 2026 - 14h30
(atualizado às 16h08)
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A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, participou de uma cerimônia nesta segunda-feira (13) em Palermo, na Sicília, em memória do juiz antimáfia Giovanni Falcone, vítima de um atentado, ao lado da esposa, Francesca Morvillo, em maio de 1992.

Meloni participou de cerimônia que trouxe o carro que Falcone usava no momento do atentado
Meloni participou de cerimônia que trouxe o carro que Falcone usava no momento do atentado
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Durante o evento, no Museu do Presente Falcone e Borsellino, foi revelado o automóvel Fiat Croma no qual o magistrado e sua esposa viajavam quando foram alvo de uma explosão com mais de 400 quilos de trinitrotolueno (TNT) escondidos na estrada entre Trapani e Palermo, na altura de Capaci. O ataque foi realizado por mafiosos do grupo Cosa Nostra.

"Este lugar servirá como uma lição permanente sobre a cultura da legalidade, e este carro será o seu símbolo. É preciso curvar-se diante desse veículo", afirmou, emocionada, Maria Falcone, presidente da fundação que leva o nome do juiz, seu irmão.

Meloni, por sua vez, exaltou o trabalho do magistrado no combate à criminalidade no sul da Itália.

"Falcone foi um dos primeiros a levar a máfia a julgamento e, por isso, a Cosa Nostra o assassinou", lembrou a premiê, acrescentando que, "no entanto, o massacre teve o efeito oposto, ao provocar uma reação pública".

"Surgiu uma nova consciência cívica, na qual o combate à máfia passou a ser uma responsabilidade compartilhada, e não apenas uma tarefa das forças de segurança", destacou.

A primeira-ministra também mencionou que Falcone e Morvillo eram "pessoas normais", que "apesar do risco que corriam", continuavam a viver suas vidas e "a pensar no amanhã".

"Heróis não são pessoas dotadas de poderes extraordinários, mas são aqueles que quando chega o momento de escolher, sabem qual é o caminho certo a seguir", disse a premiê no museu que além de homenagear Falcone, também leva o nome de Paolo Borsellino, outro magistrado que combatia a máfia e que também foi vítima de um atentado a bomba dois meses após a execução do casal.

"O bastão passado por Giovanni [Falcone] e Paolo [Borsellino] não caiu: permanece firme nas mãos das instituições, representando um compromisso que deve ser honrado todos os dias por meio de ações concretas", afirmou Meloni, citando como exemplos "a promulgação de leis que poupem as crianças do destino de se tornarem mafiosas como seus pais; a garantia que nenhuma testemunha fique isolada; ou "mantendo os chefes da máfia sob o rigoroso regime prisional". 

Ansa - Brasil
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