Meloni é alvo de críticas e trocadilhos em novos protestos estudantis na Itália
'As frutas estão caras; vamos comer 'Melões', provocaram manifestantes do sul
Novos protestos liderados por estudantes tomaram as ruas da Itália neste sábado, com atos em cidades como Nápoles, Pesaro e Turim. Os manifestantes criticaram a primeira-ministra Giorgia Meloni, alvo de trocadilhos em cartazes, e cobraram medidas contra a alta do custo de vida, mais investimentos na educação e o fim do envio de verbas para armamentos. As mobilizações dão sequência a atos recentes que tiveram confrontos, levando a polícia a realizar mais de 150 buscas ligadas a episódios de violência.
Manifestantes voltaram às ruas na Itália neste sábado (24) para protestar em prol de causas relativas ao alto custo de vida, a mais investimentos na educação pública e menos recursos destinados a armamentos e conflitos. A primeira-ministra do país, Giorgia Meloni, foi alvo de críticas e até de trocadilhos provocativos com seu nome.
As mobilizações, lideradas por estudantes e com participação de outros segmentos da sociedade, dão continuidade aos protestos iniciados no final de semana passado, que culminaram em confrontos violentos entre participantes e agentes das forças de segurança.
No sul do país, cerca de 300 pessoas se reuniram na Piazza Garibaldi, em Nápoles, na Campânia, contra o aumento no custo de vida. O evento, organizado através da mobilização nas redes sociais, incluiu estudantes e mães com seus filhos.
Os manifestantes fizeram um trocadilho com o sobrenome da premiê Meloni, que significa "Melões" em português, em um dos cartazes: "Os preços das frutas estão subindo. Vamos comer Melões [Meloni]".
Em Pesaro, na região de Marcas, cerca de 200 manifestantes se dirigiram diretamente ao governo Meloni para também reclamar do alto custo de vida: "Cara Giorgia, quanto você nos custa".
O evento, organizado por 24 grupos diferentes, incluindo partidos de oposição, organizações estudantis, sindicatos e diversos comitês, também trouxe mensagens como: "Fazer compras tornou-se um luxo; passar necessidade, a norma"; "Você [Meloni] transformou a dignidade em um privilégio"; e "Dinheiro para a educação, não para a destruição".
Na capital do Piemonte, Turim, mais de 250 estudantes do ensino médio saíram da Piazza Arbarello rumo à concentração principal, na Piazza Castello. A marcha, que percorreu as ruas do centro histórico, também criticou o aumento do custo de vida, além do envio de verba "para a guerra, ao invés de escolas". Entre os cartazes, um dizia: "Não roube ? o governo não gosta de concorrência".
Em Bolonha, na Emilia-Romagna, as autoridades conseguiram descobrir três pontos de encontro, previstos para hoje, do "Movimento 17 de Outubro", responsável por instigar manifestantes nas redes sociais: Piazza Aldrovandi; Piazza di Porta Ravegnana; e Puntoni, todas no coração da zona universitária. Por outro lado, ainda não se sabe o rumo que a marcha tomará.
Ao mesmo tempo, a polícia italiana deu início a mais de 150 buscas neste final de semana, referentes às investigações dos violentos protestos realizados em 17 e 18 de outubro pelo país.
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