Meloni apoia forças de segurança após confrontos na Itália; oposição critica governo
Manifestações por direitos sociais deixaram 141 agentes feridos e resultam em 28 prisões
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, apoiou a polícia após violentos protestos em várias cidades deixarem 141 agentes feridos, 28 detidos e quase 200 identificados. O ministro do Interior atribuiu o caos a "agitadores profissionais" e prometeu punições rigorosas. Enquanto o governo cobra posicionamento dos adversários sobre os distúrbios, líderes da oposição, como Elly Schlein e Giuseppe Conte, atacam a política econômica de Meloni e articulam uma frente progressista para superá-la.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, manifestou solidariedade às forças de segurança após os confrontos registrados no sábado (17) em espaços públicos de várias cidades do país.
Em publicação na rede social X, a chefe de governo condenou os atos de violência e afirmou que os cidadãos devem poder viver em suas cidades sem medo.
"Mais uma vez, os homens e mulheres das nossas forças de segurança tiveram de enfrentar a violência de criminosos, alguns deles atuando em grupos organizados, que se aproveitam de manifestações para incitar conflitos e semear o caos", escreveu.
Meloni também agradeceu aos agentes pelo trabalho de proteção aos cidadãos, trabalhadores e comerciantes e declarou que o governo está ao lado das forças policiais.
O ministro do Interior, Matteo Piantedosi, também condenou os episódios e afirmou que as ações foram cometidas por "agitadores profissionais".
Segundo ele, as forças de segurança atuaram com equilíbrio e prudência para garantir o direito de manifestação, respeitando as regras de uso da força.
Piantedosi informou que foram realizadas prisões e abertas investigações para identificar e responsabilizar os envolvidos.
Além disso, ressaltou que a participação de menores de idade não os isenta de responsabilização e garantiu que o governo aplicará rigorosamente a legislação.
O ministro também criticou o prefeito de Milão por questionar o número de policiais mobilizados para conter os distúrbios na Piazza Duomo.
Na avaliação do ministro, a crítica à atuação policial desvia a atenção dos responsáveis pelos ataques e pelos danos causados.
Ele afirmou ainda que o governo não se deixará intimidar por aqueles que recorrem à violência e à coerção.
As declarações ocorrem em meio a um embate político, após Meloni cobrar dos representantes da oposição um posicionamento sobre a violência registrada durante as manifestações. Os protestos resultaram em pelo menos 28 prisões, incluindo 12 menores de idade e seis estrangeiros. Outras 197 pessoas foram identificadas e encaminhadas a delegacias.
Além disso, 43 pessoas foram denunciadas às autoridades, enquanto 141 agentes das forças de segurança ficaram feridos.
Segundo os dados registrados, cerca de 5 mil manifestantes estavam em Milão, 3 mil em Turim, 2 mil em Bolonha, 800 em Bergamo e 600 em Brescia.
Durante a assembleia nacional do Partido Democrático (PD), realizada em Roma, a líder da legenda, Elly Schlein, criticou a atuação de Meloni na política econômica, especialmente em relação aos preços do gás.
Schlein afirmou que o governo apresentou como vitória uma repreensão da Comissão Europeia e agora adota uma medida que a oposição defendia desde abril: a imposição de um limite aos preços do gás.
Em resposta às críticas de Meloni sobre sua demora em reagir às provocações, Schlein disse que, se a primeira-ministra tivesse agido seis meses antes, as famílias italianas poderiam ter evitado parte dos prejuízos financeiros.
Também em Roma, o líder do Movimento Cinco Estrelas (M5S), Giuseppe Conte, defendeu a construção de um projeto comum para a oposição progressista. Durante a assembleia nacional intitulada Terra Comune, ele afirmou que o objetivo não deve se limitar à derrota do atual governo, mas incluir a elaboração de um programa capaz de promover mudanças no país.
"Simplesmente derrotar este governo de direita e mandá-lo embora não é suficiente", declarou Conte, acrescentando que a coalizão precisa estar preparada para governar por cinco anos. .
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