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Meloni alerta para custos de energia e critica acordo de Trump com Putin

Premiê italiana declarou que pacto entre EUA e Rússia é 'muito arriscado'

14 out 2026 - 12h51
(atualizado às 12h59)
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Resumo
A premiê italiana Giorgia Meloni alertou sobre o impacto dos altos custos de energia na economia europeia e criticou o acordo de diesel entre Donald Trump e Vladimir Putin, classificando-o como arriscado por legitimar Moscou, financiar a guerra e enfraquecer sanções ocidentais. Meloni também apontou que os conflitos no Oriente Médio afetam rotas e preços. A Rússia desdenhou das declarações da líder italiana, enquanto o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky elogiou a postura firme de Meloni.

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que o custo da energia é uma das questões que mais pesam sobre a economia do país e descreveu como "muito arriscado" o acordo para o fornecimento de diesel fechado entre os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia, Donald Trump e Vladimir Putin, respectivamente.

Premiê italiana declarou que pacto entre EUA e Rússia é 'muito arriscado'
Premiê italiana declarou que pacto entre EUA e Rússia é 'muito arriscado'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em um discurso no Senado, antes de uma reunião do Conselho Europeu, a chefe de governo italiana avaliou que "não podemos exigir que as empresas europeias compitam com grandes atores globais e, ao mesmo tempo, aceitar que elas paguem custos de energia estruturalmente mais elevados do que seus concorrentes".

"Tensões ao longo de rotas comerciais e cadeias de suprimentos fundamentais afetam a segurança e os preços da energia e dos combustíveis. Os custos de transporte e seguros aumentam, onerando, em última análise, as contas de serviços públicos, os gastos com alimentos e as despesas das empresas", disse Meloni.

Em relação às restrições à navegação nos estreitos de Ormuz e de Bab el-Mandeb, no Oriente Médio, a premiê apontou que os desdobramentos da guerra na região "afetaram diretamente a vida dos cidadãos, a começar pelos preços da energia".

"O governo comprometeu-se a mitigar esses efeitos e continuará a fazê-lo utilizando todos os instrumentos disponíveis; no entanto, uma solução duradoura exige necessariamente o restabelecimento da plena liberdade de navegação", explicou.

Já sobre os recentes acontecimentos no exterior, Meloni avaliou que o acordo de fornecimento de diesel russo anunciado por Trump foi uma medida "muito arriscada", explicando que "a disparada nos preços dos combustíveis deve-se principalmente à guerra no Irã, e não ao conflito na Ucrânia".

"Portanto, o resultado dessa decisão é questionável, enquanto os riscos são claros: legitimar Moscou enquanto suas bombas continuam a cair sobre cidades ucranianas, gerar novas receitas para financiar a guerra e enfraquecer implicitamente a eficácia das sanções. Esses são elementos que não podemos ignorar e que contradizem as ações tomadas até agora pelas nações ocidentais, incluindo os EUA, para levar Putin à mesa de negociações", declarou.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, comentou, em entrevista à ANSA, que o assunto "não é da conta" da italiana, enquanto Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, agradeceu à aliada pelo apoio e por sua "postura clara, inequívoca e baseada em princípios".

"Obrigado por compreender quem é o agressor e o que significa construir uma paz digna e duradoura. Isso só é possível por meio da força e de esforços conjuntos para a nossa segurança", disse o mandatário. .

Ansa - Brasil
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