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Mediterrâneo virou 'grande cemitério', diz Papa

Francisco voltou a alertar para crise no sul da Europa

27 nov 2021 13h56
| atualizado às 14h03
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Prestes a embarcar para uma viagem ao Chipre e à Grécia, o papa Francisco afirmou que o Mar Mediterrâneo, berço de grandes civilizações, se tornou um "cemitério".

Migrantes resgatados pela ONG SOS Méditerranée em agosto de 2019, no Mediterrâneo Central
Migrantes resgatados pela ONG SOS Méditerranée em agosto de 2019, no Mediterrâneo Central
Foto: EPA / Ansa - Brasil

A declaração está em uma mensagem em vídeo destinada a cipriotas e gregos, cujos países estão na linha de frente da crise migratória no sul da Europa, assim como Itália e Malta.

"A Europa não pode prescindir do Mediterrâneo, mar que viu a disseminação do Evangelho e o desenvolvimento de grandes civilizações", declarou o Papa.

Em seguida, Jorge Bergoglio citou aqueles que "fogem de guerras e da pobreza, não encontram hospitalidade, mas sim hostilidade, e são até instrumentalizados".

"São nossos irmãos e irmãs. Quanta gente perdeu a vida no mar! Hoje o nosso mar, o Mediterrâneo, é um grande cemitério", disse.

A questão migratória na Europa voltou à baila com a recente morte de 27 pessoas no Canal da Mancha, entre França e Reino Unido, mas a emergência no Mediterrâneo já mostra recrudescimento desde o início do ano.

De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), pouco mais de 1,6 mil pessoas já morreram ou desapareceram na travessia do Mediterrâneo em 2021, alta de 14% na comparação com o ano passado.

Desse total, 1,3 mil perderam a vida no Mediterrâneo Central, rota entre Tunísia e Líbia, no norte da África, e Itália e Malta. Em 2020, foram 999 vítimas nesse trecho do mar.

Francisco viajará ao Chipre e à Grécia, no Mediterrâneo Oriental, entre 2 e 6 de dezembro e visitará inclusive campos de refugiados.   

Ansa - Brasil   
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