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Mais de 2.000 pessoas se reúnem em San Diego para velar mortos em ataque a mesquita

21 mai 2026 - 20h37
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Mais de ‌2.000 pessoas se reuniram em um parque de San Diego nesta quinta-feira para lamentar a morte de um segurança e de outros dois homens que tentaram impedir o ataque desta semana à maior mesquita da cidade.

Homens e mulheres, incluindo policiais uniformizados, formaram fileiras para a oração fúnebre islâmica, ou Janazah, em memória dos três homens considerados ⁠heróis pelos presentes, por terem atrasado e distraído os atiradores, impedindo um derramamento de ‌sangue ainda maior em um momento em que crianças estavam na escola da mesquita.

Os corpos dos homens, Amin Abdullah, de 51 anos, Mansour Kaziha, de 78 anos, ‌e Nadir Awad, de 57 anos, jaziam cobertos por ‌panos e tapetes, sob um dossel branco.

"Deus é maior", cantavam os enlutados em ⁠árabe, erguendo as mãos durante a cerimônia em um parque situado entre o rio da cidade e um estádio de futebol.

Os três homens seriam sepultados lado a lado ainda nesta quinta, em um cemitério próximo.

"Hoje é uma mensagem para todos. Nossa comunidade foi ferida, mas nossa comunidade permanece forte e firme", disse o imã do centro, ‌Taha Hassane, acrescentando que pessoas viajaram do leste dos Estados Unidos e de toda ‌a Califórnia para participar da ⁠cerimônia.

O FBI investiga o ⁠ataque como um possível crime de ódio. Os assassinatos deixaram os muçulmanos em todos os Estados ⁠Unidos em alerta máximo em um momento ‌de crescente islamofobia.

Ruba Abu Jamah, ‌uma das pessoas presentes no velório que conhecia os três homens, pediu o fim do ódio aos muçulmanos, que, para ela, inspirou os agressores. Jamah questionou por que a mãe de um dos adolescentes suspeitos, que alertou a polícia ⁠sobre as tendências suicidas do filho, teria permitido que ele tivesse acesso a armas.

"Pelo amor de Deus, por que estamos regredindo? O ódio nos faz retroceder", disse Abu Jamah, após os carros funerários levarem os corpos dos homens para o enterro. 

Abdullah foi morto a tiros pelos agressores adolescentes. Ele ‌usou seu rádio para acionar o protocolo de bloqueio, disse a polícia.

Kaziha, o faz-tudo e cozinheiro do centro, assim como Awad, cuja esposa é professora no centro ⁠e morava do outro lado da rua da mesquita, foram mortos a tiros pelos atiradores depois de ouvirem os disparos e correrem em direção ao centro.

Atribui-se a Abdullah o mérito de ter atrasado a entrada dos agressores no centro, onde 140 alunos se esconderam em armários e outros espaços, segundo a polícia.

Os agressores fugiram da mesquita de carro e foram encontrados mortos posteriormente dentro do veículo, vítimas de tiros autoinfligidos, informou a polícia.

Khaled Abdullah, de 24 anos, filho do segurança, disse que sua família encontrou forças na forma como seu pai morreu.

"O fato de ele estar na linha de frente, tentando defender crianças e pessoas inocentes, me deixa feliz", disse Khaled à Reuters na quarta-feira. "Chamá-lo de herói é o mínimo que podemos fazer."

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