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Macron chega à China para discutir guerra na Ucrânia com Xi

Taiwan e Tibete também podem entrar na pauta de encontro

3 dez 2025 - 11h01
(atualizado às 11h57)
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O presidente da França, Emmanuel Macron, desembarcou nesta quarta-feira (3) na China para uma visita de Estado que tem a guerra na Ucrânia e relações bilaterais na agenda. Mas imbróglios locais ligados a Taiwan e Tibete também podem entrar na pauta.

Macron desembarca em Pequim acompanhado da primeira-dama Brigitte
Macron desembarca em Pequim acompanhado da primeira-dama Brigitte
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em sua quarta ida ao gigante asiático como chefe de Estado, Macron irá se reunir em Pequim com seu homólogo chinês, Xi Jinping, e com o primeiro-ministro local, Li Qiang, a fim de discutir o cessar-fogo no leste europeu.

"Contamos com a China, que, assim como nós, é membro permanente do Conselho de Segurança, para pressionar a Rússia e, em particular, [o presidente] Vladimir Putin, a finalmente concordar com uma trégua", disse o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, na segunda-feira (1º).

Segundo o chanceler, "Pequim pode desempenhar um papel crucial para guiar Moscou a tomar a decisão correta".

Macron fez apelos semelhantes durante sua última viagem ao país asiático, em abril de 2023, e também durante a viagem de Xi à França, em maio de 2024, sem muito sucesso.

Por mais que Pequim defenda negociações de paz e respeito à integridade territorial da Ucrânia, o país nunca condenou a Rússia pela invasão de 2022, ao mesmo tempo que tem fortalecido suas relações econômicas e estratégicas com o governo Putin.

O presidente francês também pode ter que lidar com outros dois problemas locais: Taiwan e Tibete. A última passagem de Macron pelo território chinês foi marcada por comentários que tentaram limitar o compromisso da França em apoiar Taipei. Atualmente, Pequim visa obter o apoio de Paris na recente disputa com o Japão sobre Taiwan, após a premiê Sanae Takaichi declarar estar pronta para uma intervenção militar em caso de um ataque chinês contra a ilha.

Em relação ao Tibete, diversas associações em defesa da população local esperam que o mandatário francês "não se esqueça da tirania chinesa contra a região autônoma", que inclui "violações dos direitos humanos e repressão das minorias".

Depois de Pequim, Macron deve seguir para Chengdu, para onde dois pandas gigantes emprestados à França foram devolvidos recentemente. 

Ansa - Brasil
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