Lula e Trump não discutiram PCC e CV durante encontro na Casa Branca
Chefes do Executivo se reuniram no início do mês de maio em Washington D.C., mas não abordaram o tema
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não conversou com o presidente Donald Trump durante o encontro na Casa Branca, no início do mês de maio, sobre a possibilidade dos EUA classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como terroristas. A medida já vinha sendo estudada há meses pelo governo-norte americano.
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A conversa durou cerca de 3 horas, mas deixou de fora a questão do PCC e do CV, e do Pix, temas tido como sensíveis. O Palácio do Planalto, no entanto, estava tentando impedir que as facções criminosas brasileiras foram designadas pelos EUA como terroristas, no intuito de não abrir um possível espaço para interferência de Trump nas eleições.
“Não foi discutido isso [PCC ou CV como organizações terroristas]. Eu disse para ele que nós estamos dispostos a construir um grupo de trabalho com todos os países da América do Sul, América Latina, quiçá do mundo, para criar um grupo forte de combate ao crime organizado", disse Lula em coletiva de imprensa após o encontro.
A tentativa de designar PCC e CV como grupos terroristas chegou a ser defendida por parlamentares brasileiros durante a tramitação do chamado PL Antifacção, mas não avançou no Congresso.
No comunicado emitido pelo Departamento de Estado no início da noite desta quinta-feira, 28, afirmou que o governo dos EUA está designando PCC e CV como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs) e que pretende designar ambos os grupos como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO).
"O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntas, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, funcionários públicos e civis brasileiros. Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e por todo o país", disse.
Rubio afirmou, ainda, que a ação tomada nesta quinta-feira pelo Departamento de Estado demonstra compromisso do governo dos Estados Unidos em "desmantelar cartéis e organizações criminosas em nossa região e garantir a segurança do povo americano".
"O governo Trump continuará a usar todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e nossos interesses de segurança nacional, mantendo as drogas ilícitas longe de nossas ruas e interrompendo o fluxo de receita que financia narcoterroristas violentos", acrescentou.

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