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Lula critica Conselho da ONU ao falar em 'maior número de conflitos' desde 2ª Guerra

Em discurso na Celac, presidente exaltou autonomia da América Latina

21 mar 2026 - 15h59
(atualizado às 16h35)
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou preocupação com os conflitos mundiais em andamento durante discurso neste sábado (21) na abertura do fórum da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e África, na Colômbia.

Lula discursou em cúpula da Celac em Bogotá
Lula discursou em cúpula da Celac em Bogotá
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Estou extremamente preocupado do que está acontecendo no mundo de hoje: estamos vivendo a maior concentração de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial", afirmou Lula na ausência do anfitrião da cúpula, Gustavo Petro, que chegou atrasado ao evento.

"É importante que a gente não perca de vista que, enquanto se gastou ano passado US$ 2,7 trilhões em armas e guerras, nós ainda temos 630 milhões de pessoas passando fome", acrescentou.

Segundo o chefe de Estado brasileiro, "o que estamos assistindo no planeta é a falta total e absoluta de funcionamento das Nações Unidas", citando os conflitos na Faixa de Gaza, Ucrânia e Irã como exemplos.

"O Conselho de Segurança da ONU e os seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz, mas são eles que estão fazendo as guerras. Quando é que a gente vai tomar uma atitude para não permitir que os países mais poderosos se achem donos dos mais frágeis?", criticou Lula, que apesar de não ter mencionado o nome de seu homólogo americano, Donald Trump, comentou as mais recentes ações dos Estados Unidos, como os ataques contra o Irã, a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e o aumento das sanções a Cuba.

"Invadiram o Irã. E o que estão fazendo com Cuba agora? O que fizeram com a Venezuela? Isso é democrático?", questionou o líder brasileiro.

Lula falou ainda das terras raras e dos minerais críticos na América Latina, que não deve aceitar ser explorada por estrangeiros.

"Eles querem ser donos dos minerais críticos e das terras raras que nós temos. É a chance da América Latina não aceitar ser apenas exportador de minerais para eles", disse Lula, acrescentando: "Quem quiser que venha se instalar e produzir no país, para que a gente tenha a chance de desenvolver as nossas nações". 

Ansa - Brasil
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