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Líder da oposição vai a prisão domiciliar na Venezuela

8 jul 2017
11h27
atualizado às 11h42
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O líder da oposição venezuelana Leopoldo López passou para a prisão domiciliar e foi recebido por sua família neste sábado após três anos encarcerado por protestar contra o governo.

Manifestantes gritam palavras de ordem na entrada da casa do líder da oposição venezuelana Leopoldo López, que foi colocado em prisão domiciliar depois de mais de três anos de prisão
Manifestantes gritam palavras de ordem na entrada da casa do líder da oposição venezuelana Leopoldo López, que foi colocado em prisão domiciliar depois de mais de três anos de prisão
Foto: Reuters

O retorno de López a sua casa em Caracas ocorre em um momento em que a Venezuela se encontra novamente convulsionada por manifestações contra o presidente socialista Nicolás Maduro, lutando com uma crise econômica e censura global por superar os poderes do congresso liderado pela oposição.

López, 46, educado em Harvard e ex-prefeito fotogênico que foi impedido de ocupar os cargos para os quais foi eleito, deixou a prisão militar Ramo Verde nesta madrugada e se reuniu com a esposa e os dois filhos pequenos, de acordo com familiares.

"Há alguns dias, eles o puniram com isolamento de três dias sem luz ou água", disse seu pai que possui o mesmo nome, em entrevista à rádio espanhola.

"(Agora) ele está abraçando seus filhos e está com a esposa ... Estou feliz, ele está feliz, é claro", acrescentou dizendo que seu filho usa uma tornozeleira eletrônica.

A oposição já chamou López de um preso político, e líderes em todo o mundo, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionaram por sua libertação.

Maduro, que por anos se recusou a perdoar López, o descreveu como um terrorista perigoso que procurou derrubá-lo através da violência nas ruas. Os apoiadores do governo muitas vezes observam o papel de López em um golpe de curta duração de 2002 contra o ex-líder Hugo Chávez ao ajudar na prisão de um ministro.

O Supremo Tribunal da Venezuela informou que López passara para a prisão domiciliar devido a problemas de saúde, informação ainda não confirmada pela família.

Os líderes da oposição aplaudiram o retorno de López para casa, mas disseram que a liberdade deveria ser total, assim como os demais inimigos de Maduro encarcerados.

O governo diz que todos os ativistas presos estão sendo mantidos sob acusações legítimas, incluindo conspiração de golpe.

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