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Erdogan apela a Trump para que mantenha negociações com o Irã e oferece apoio

17 ago 2026 - 19h47
(atualizado em 18/8/2026 às 19h37)
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O presidente turco, Tayyip Erdogan, fez ‌um apelo ao presidente dos EUA, Donald Trump, durante uma ligação, para que dê continuidade às negociações com o Irã para amenizar as tensões entre os dois países e ofereceu o apoio de Ancara aos esforços de paz, informou a Presidência turca na ⁠terça-feira (horário local).

A Turquia, que possui o segundo maior Exército da Otan e ‌faz fronteira com o Irã, tem reiteradamente clamado pelo fim da guerra. O país tem mantido contato estreito com os ‌Estados Unidos, o Irã e mediadores como ‌o Paquistão e o Catar, ao mesmo tempo em que ⁠atua como intermediário entre as partes.

"Erdogan afirmou que é de grande importância fazer o máximo possível pela diplomacia em relação às tensões entre o Irã e os Estados Unidos, que esperamos que as negociações continuem e que a Turquia continuará a apoiar os esforços ‌de paz", disse a Presidência turca em um comunicado.

O apelo vem ‌depois que uma autoridade ⁠iraniana sênior disse ⁠à Reuters, na manhã desta segunda-feira, que o Irã passaria a adotar ⁠uma postura militar "totalmente ofensiva", pois ‌os esforços para negociar um ‌fim definitivo à guerra estavam paralisados, conforme Washington descartou a prorrogação de um acordo de cessar-fogo temporário.

O avanço rumo à retomada do tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz também ⁠estagnou.

A Turquia tem criticado o ataque dos EUA e de Israel ao Irã, ao mesmo tempo em que condena os ataques iranianos aos países do Golfo e pede a reabertura do estratégico estreito.

Nesta segunda-feira, o ministro das Relações ‌Exteriores da Turquia discutiu a reabertura do estreito e a continuidade do cessar-fogo com seu homólogo iraniano.

A Presidência turca acrescentou que ⁠Erdogan e Trump também discutiram as relações bilaterais, a guerra em Gaza e um pacto de defesa assinado entre a Turquia, a Arábia Saudita e o Paquistão, acrescentando que o líder turco elogiou o acordo como um sinal de uma "postura firme" em prol da estabilidade e segurança regionais.

Segundo a Presidência, Erdogan disse a Trump que os ataques de Israel aos palestinos haviam aumentado justamente no momento em que a segunda fase do Plano de Paz de Trump para Gaza deveria entrar em vigor.

A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a ligação.

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