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Leão XIV será 1º papa em posse da Guarda Suíça desde 1968

Último pontífice a comparecer em cerimônia foi Paulo VI

3 out 2025 - 13h44
(atualizado às 17h07)
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O papa Leão XIV participará neste sábado (4) da cerimônia de posse da Guarda Suíça, no Pátio de São Dâmaso do Palácio Apostólico, no Vaticano, informaram fontes locais nesta sexta-feira (3).

Robert Prevost será o primeiro líder da Igreja Católica a estar presente na prestação de juramento dos 27 novos recrutas para a Guarda Suíça Pontifícia desde Paulo VI, em 1968.

Por ocasião da cerimônia, Leão XIV recebeu em audiência hoje os membros do corpo militar pontifício e agradeceu todos pelo serviço desempenhado "com grande dedicação e zelo".

Além disso, destacou que "os desafios que sua geração enfrenta são inúmeros: Eles incluem questões ambientais, mudanças econômicas, tensões sociais, a revolução digital, inteligência artificial e outras realidades complexas que exigem discernimento e senso de responsabilidade".

"Sua estadia em Roma os ajudará a desenvolver maturidade também nesses aspectos da vida social. Acima de tudo, exorto-os a permanecerem fiéis ao Evangelho e aos valores fundamentais da sua fé cristã, que os tornam batizados e convictos de suas escolhas", afirmou o religioso.

O Papa pediu ainda que, neste Ano Santo, todos, "com seu testemunho simples, sejam missionários de esperança para as pessoas que encontrarem".

Os guardas, vestindo o característico uniforme azul e laranja em estilo renascentista, tradicionalmente prestam seu juramento em 6 de maio, aniversário do sacrifício de 189 guardas suíços que defenderam o papa Clemente VII contra o exército de Carlos V, durante o saque de Roma em 1527. No entanto, a cerimônia foi adiada este ano após a morte do papa Francisco.

Fundado em 1506 pelo papa Júlio II, o corpo de elite é recrutado em um grupo de cidades e vilas suíças que, durante séculos, forneceram aos vigilantes da segurança do Vaticano a responsabilidade de proteger o papa e o Palácio Apostólico.

Durante a Idade Média e o Renascimento, os suíços tinham a reputação de serem os mercenários mais confiáveis da Europa - lutadores durões que raramente mudavam de lado.

Os termos de recrutamento são rigorosos. Os candidatos devem ser homens solteiros, ter pelo menos 1,74m de altura, católicos praticantes, ter cumprido o serviço militar obrigatório na Suíça e ser "de caráter impecável".

Os guardas suíços se alistam por um período mínimo de dois anos e ostentam uniformes renascentistas tradicionais e icônicos, amarelos, azuis e vermelhos, completos com armaduras, supostamente projetadas por Rafael ou Michelangelo, mas operam com mais frequência à paisana e sabem como manusear uma arma de fogo, um taser e um fuzil. Eles passam por rigorosos regimes de reciclagem todos os meses.

Em 2023, a Guarda recebeu seu segundo recruta filipino, Sebastian Esai Eco, que juntou-se a Vincent Lu'. Um ano antes, o grupo ganhou seu primeiro membro negro, quando o indiano-suíço Dhani Bachmann fez o juramento, mas dois anos depois ele saiu e ingressou em uma empresa de segurança privada em Roma. 

Ansa - Brasil
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