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Justiça rejeita retorno à Argentina de turista acusada de racismo no Brasil

Agostina Páez imitou macaco para ofender funcionários de bar em Ipanema

26 mar 2026 - 14h07
(atualizado às 14h43)
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O Ministério Público do Rio de Janeiro rejeitou o pedido da turista argentina Agostina Páez, ré por injúria racial após ofender funcionários de um bar em Ipanema, para retornar ao seu país antes da conclusão do processo na 37ª Vara Criminal do estado.

Advogada argentina imitou macaco no Rio de Janeiro
Advogada argentina imitou macaco no Rio de Janeiro
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em comunicado divulgado na noite da última quarta-feira (25), o órgão informou que condiciona qualquer flexibilização das medidas cautelares ao pagamento de, no mínimo, 50% da indenização estipulada. O valor total foi fixado em 120 salários mínimos para cada vítima, o equivalente a R$ 190.452 mil.

A manifestação do Ministério Público ocorreu após Páez ? advogada e influenciadora digital ? conceder entrevista coletiva ao lado de seu advogado, na qual afirmou que teria havido concordância para suspender medidas como o uso de tornozeleira eletrônica e a obrigação de permanecer no Brasil até o fim do processo.

O julgamento pode ser retomado já na próxima semana, embora ainda não haja data definida para a sentença.

O caso remonta a 14 de janeiro, quando Páez foi filmada imitando um macaco, em um gesto interpretado como ofensa racial contra funcionários de um bar na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Segundo relatos, os funcionários teriam feito gestos de cunho sexual em direção à turista antes do episódio. A repercussão foi ampla no país, especialmente após a inclusão de injúria racial como crime no Código Penal brasileiro, com penas mais severas.

Ao longo da quarta-feira, declarações e especulações sobre o futuro da acusada marcaram o andamento do caso. Páez voltou a afirmar que está arrependida, mas o pedido de desculpas foi considerado insuficiente por uma das vítimas, a caixa do bar, Silvia Pereira, que acompanhou a audiência.

"Se eu, que não sou rica, fizesse algo ilegal, teria que pagar pelo que fiz. Enquanto isso, ela fez algo abominável e vai embora do país simplesmente pedindo desculpas?", questionou a brasileira. 

Ansa - Brasil
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