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América Latina

Trump diz que controlar petróleo iraniano é uma 'opção' e que operação militar está 'adiantada'

Donald Trump afirmou nesta quinta‑feira (26) que assumir o controle do petróleo iraniano era uma "opção" à sua disposição. O presidente dos Estados Unidos também declarou, durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, que o Irã permitiu a passagem de dez petroleiros pelo Estreito de Ormuz como um "presente" nas negociações indiretas com Washington.

26 mar 2026 - 14h36
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"É uma opção", disse Trump ao ser questionado sobre a possibilidade de controlar o petróleo iraniano. Ele citou a Venezuela como exemplo, onde, segundo ele, os Estados Unidos estabeleceram "uma espécie de joint venture" para a produção de petróleo bruto.

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante a posse de Markwayne Mullin como secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), na Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 24 de março de 2026.
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante a posse de Markwayne Mullin como secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), na Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 24 de março de 2026.
Foto: REUTERS - Evan Vucci / RFI

Na terça-feira (23), Trump havia mencionado pela primeira vez um misterioso "presente muito grande" vindo do Irã. Nesta quinta, explicou que Teerã prometera liberar a passagem de "oito grandes petroleiros", mas acabou permitindo que "dez navios" cruzassem o Estreito de Ormuz. Segundo o presidente, o gesto demonstraria que Washington está "negociando com as pessoas certas" dentro do governo iraniano.

Trump afirmou ainda que a operação militar no Irã estava "extremamente" adiantada em relação ao cronograma e que terminaria "em breve".

O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, declarou que havia "fortes indícios" da "possibilidade" de um acordo com os iranianos, confirmando que Washington apresentou a Teerã — por intermédio do Paquistão — um plano de cessação das hostilidades em 15 pontos.

"Estimamos que levaríamos de quatro a seis semanas para concluir nossa missão", afirmou Trump, descrevendo posteriormente a ofensiva iniciada em 28 de fevereiro como um "pequeno desvio" que "terminaria em breve".

"Após 26 dias", acrescentou, "estamos extremamente, realmente, muito à frente do cronograma".

O presidente americano reiterou que o Irã estava "implorando" por um acordo. "Veremos onde isso nos leva, se conseguirmos convencer o Irã de que chegamos a um ponto de ruptura em que não há alternativa para eles além de mais morte e destruição", disse Witkoff sobre a possibilidade de uma solução diplomática.

"Temos fortes indícios de que isso é possível", completou, sem detalhar com quem os Estados Unidos estariam negociando.

Teerã rejeitou proposta dos EUA

Segundo a agência Reuters, porém, um alto funcionário iraniano afirmou que Teerã rejeitou a proposta de paz enviada pelos EUA via Paquistão, classificando-a como "unilateral e injusta", sem qualquer perspectiva real de negociações.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou na quarta‑feira que o país pretende "continuar resistindo". A República Islâmica quer "encerrar a guerra em seus próprios termos", afirmou, ressaltando que a simples troca de mensagens "de forma alguma pode ser considerada diálogo ou negociação".

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse que Washington agora tem "a capacidade de usar todas as ferramentas à sua disposição para garantir que o Irã nunca adquira armas nucleares", mencionando opções tanto "diplomáticas" quanto "militares".

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, criticou a cobertura da imprensa americana sobre a guerra no Oriente Médio e afirmou que, por ora, os Estados Unidos continuam a "negociar com bombas".

Já o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que os aliados dos EUA deveriam ser "gratos" a Trump por lançar a operação militar, conduzida em coordenação com Israel.

Trump tem adotado um tom cada vez mais crítico em relação aos aliados da OTAN, que rejeitaram seus pedidos de apoio para reabrir o Estreito de Ormuz. "Estou muito decepcionado com a OTAN, porque isso foi um teste para a Aliança", afirmou durante a reunião de gabinete. "Os Estados Unidos vão se lembrar disso", completou.

Com Reuters e AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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