Justiça dos EUA divulga suposto bilhete de suicídio de Jeffrey Epstein
Financista pedófilo morreu na cadeia no ano de 2019
Um juiz federal de White Plains, no estado de Nova York, divulgou nesta quarta-feira (6) uma suposta carta de suicídio escrita pelo financista Jeffrey Epstein, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por crimes sexuais.
O documento, que estava sob sigilo, veio a público no âmbito de um processo judicial envolvendo um ex-companheiro de cela do bilionário, Nicholas Tartaglione.
"Eles me investigaram por meses ? NÃO ENCONTRARAM NADA!!! Então o resultado foi uma acusação de 16 anos atrás. É um privilégio poder escolher o momento de dizer adeus. O que você quer que eu faça ? cair no choro!! NÃO É LEGAL ? NÃO VALE A PENA!!", diz o texto atribuído ao financista.
Segundo informações apresentadas no processo, Tartaglione afirmou ter encontrado o bilhete após uma tentativa anterior de suicídio de Epstein, ocorrida em julho de 2019, poucas semanas antes de ele ser achado morto em sua cela, com um pano enrolado no pescoço.
Na época, de acordo com o jornal The New York Times, o bilionário pedófilo teria dito que não era suicida e acusou o companheiro de tê-lo atacado. Depois de ser transferido de cela, Epstein foi encontrado morto. Já Tartaglione diz ter achado o bilhete dentro de um livro.
A caligrafia do documento foi descrita como de difícil leitura. O conteúdo foi anexado aos autos judiciais relacionados ao caso de Tartaglione, condenado anteriormente por quatro homicídios.
Epstein morreu na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual de menores. Na ocasião, a morte foi declarada como suicídio.
Ao longo da vida, o bilionário manteve relações com empresários, artistas e figuras políticas de destaque, entre elas o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Nos últimos meses, o Departamento de Justiça também tornou públicas milhares de páginas de documentos relacionados às investigações sobre os abusos atribuídos a Epstein. A divulgação ocorreu após pressão popular e a aprovação de uma lei pelo Congresso norte-americano.