Justiça de NY rejeita ação da Uber que acusa advogados de inflarem pedidos de indenização
A Uber sofreu um revés em uma série de ações judiciais que moveu contra advogados especializados em danos pessoais em quatro Estados dos Estados Unidos, após uma juíza indeferir sua ação contra três escritórios de advocacia em Nova York.
A Uber alegou que os escritórios violaram a lei federal contra o crime organizado, conhecida como RICO, acusando-os de conspirar com médicos para mover ações contra a gigante do transporte compartilhado com alegações exageradas ou forjadas de lesões na intenção de obter indenizações inflacionadas.
A juíza federal Orelia Merchant, do Brooklyn, indeferiu o processo na sexta-feira, afirmando que a Uber não conseguiu demonstrar que os escritórios se beneficiaram da associação com os médicos que não extrapolou o âmbito "de acordos comuns de divisão de honorários, indicações de clientes e depoimentos médicos, e não subornos".
Os advogados dos escritórios de advocacia citados como réus na ação -- Wingate, Russotti, Shapiro, Moses & Halperin , Banilov & Associates e o Lavelle Law Firm -- não responderam imediatamente a pedidos de comentário. Os escritórios já haviam negado as acusações da Uber.
Um porta-voz da Uber afirmou, em comunicado, que a empresa está analisando "todas as opções" e que "espera ver essas alegações confirmadas no momento oportuno".
Além de decidir que a empresa não conseguiu alegar de forma plausível eventuais violações da lei RICO, a juíza concluiu que a Uber não conseguiu demonstrar que sofreu qualquer dano, pois, dos cinco casos de danos citados em sua petição, três ainda estão pendentes no tribunal estadual de Nova York.
"Ainda não é possível determinar se a Uber prevalecerá nos processos pendentes, nem quais medidas corretivas podem estar à sua disposição para reduzir seus custos, como solicitar o reembolso de despesas ou sanções por meio de ações recíprocas e reconvenções", afirmou Merchant.
A juíza também indeferiu as alegações da Uber no processo contra um grupo de médicos e advogados individuais.
O caso é um dos pelo menos quatro que a Uber moveu nos últimos dois anos invocando disposições civis da lei RICO contra advogados em tribunais federais dos EUA. Os autores de ações civis podem ter seus danos triplicados nos termos da lei RICO; a Uber não especificou o valor dos danos em sua petição.
Os outros três processos, que têm como alvo escritórios de advocacia e médicos em Los Angeles, Miami e Filadélfia, ainda estão pendentes.
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