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Juiz dos EUA nega arquivar acusações contra Maduro

Ex-presidente da Venezuela foi capturado em janeiro por forças americanas

26 mar 2026 - 16h22
(atualizado às 16h32)
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O magistrado responsável pelo caso envolvendo o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, Alvin Hellerstein, afirmou que não pretende arquivar as acusações de tráfico de drogas contra o político, que está detido desde janeiro nos Estados Unidos.

Ex-presidente da Venezuela foi capturado em janeiro por forças americanas
Ex-presidente da Venezuela foi capturado em janeiro por forças americanas
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Durante audiência realizada em Nova York, o juiz federal não acolheu o pedido da defesa para encerrar o processo. Os advogados argumentaram que Maduro enfrenta dificuldades para custear sua defesa devido às sanções impostas por Washington.

Até o momento, não houve decisão formal sobre o financiamento dos honorários advocatícios nem sobre o pedido de arquivamento, diante das incertezas sobre os recursos disponíveis e se Maduro e sua esposa, Cilia Flores, possuem bens que possam ser utilizados.

Antes de encerrar a audiência, sem definir uma nova data, Hellerstein declarou que "a decisão está reservada". A defesa sustenta que a impossibilidade de acessar fundos compromete o direito constitucional de escolher livremente um advogado, garantido pela Sexta Emenda dos Estados Unidos.

A defesa do casal enfatizou a "incapacidade" dos venezuelanos de "arcarem com suas próprias despesas", já que as sanções de Washington contra a Caracas impedem o governo do país sul-americano de financiar o processo.

Em entrevista à AFP, o deputado Nicolás Maduro Guerra, filho do ex-presidente, declarou confiar no sistema judiciário americano, mas questionou a legitimidade do processo.

"Esperamos que o julgamento prossiga de acordo com a lei. Temos confiança no sistema judiciário dos EUA, embora consideremos o processo ilegítimo devido à captura e à operação militar contra um presidente eleito", afirmou. .

Ansa - Brasil
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