Jogador argentino diz que família está desaparecida após terremoto na Venezuela: 'Nosso edifício caiu’
Lucas Trejo, que atua como zagueiro no Marítimo, clube venezuelano da Segunda Divisão, pediu orações por sua esposa e dois filhos
O jogador de futebol argentino Lucas Trejo, que atua como zagueiro no Marítimo, clube venezuelano da Segunda Divisão, pediu orações e afirmou que sua família está desaparecida após os dois terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira, 24.
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Trejo disse que o prédio onde morava com sua mulher e dois filhos desabou por conta do tremor. Ele fez um apelo nas redes sociais, nesta quinta-feira, 25, para ter alguma novidade sobre o paradeiro de sua família.
"Nosso edifício em Praia Grande caiu, não sei nada da minha família, por favor orem por eles e difundam esta mensagem para alguém que possa tê-los visto. Quero acreditar que não estavam lá. Orem pela minha família por favor", afirmou Trejo.
Na manhã desta quinta, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou que o terremoto deixou ao menos 164 mortos. O número de feridos, até o momento, é de 971.
A busca por vítimas continua, e mais de 500 equipes de emergência estão trabalhando para tirar sobreviventes dos escombros. Imagens da imprensa local e também das redes sociais mostram a comemoração dos venezuelanos cada vez que um sobrevivente é encontrado com vida.
O que aconteceu
Por volta de 19h (horário de Brasília) de ontem, dois tremores de 7,5 e 7,2 de magnitude atingiram o país. Em menos de um minuto, diversas casas e prédios desabaram na capital Caracas e em outras cidades do país. Os tremores foram sentidos também em cidades do Norte do Brasil.
Segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto de ontem foi o mais forte registrado no país em mais de um século. De acordo com o órgão, o último abalo de intensidade superior ocorreu em 29 de outubro de 1900, quando um terremoto de magnitude estimada em 7,7 atingiu a região ao norte de Caracas e provocou danos significativos.
Além das perdas humanas, o órgão estima impactos econômicos significativos. Os prejuízos podem variar entre 1% e 7% do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela, dependendo da extensão dos danos e da evolução das operações de emergência.


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