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Itália, Brasil, EUA: países se mobilizam para ajudar Venezuela

Presidente Trump prometeu socorrer 'novos e grandes amigos'

25 jun 2026 - 09h25
(atualizado às 09h33)
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A comunidade internacional se mobilizou em solidariedade à Venezuela após os dois devastadores terremotos que atingiram o país na noite de quarta-feira (24), deixando mais de 160 mortos e cerca de mil feridos.

Destruição e desolação causadas por terremoto na Venezuela
Destruição e desolação causadas por terremoto na Venezuela
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Diversos governos ofereceram ajuda humanitária, equipes de resgate e suprimentos médicos à nação caribenha, que enfrenta sua pior tragédia natural em mais de um século.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi um dos primeiros a se manifestar publicamente. Em mensagem na plataforma Truth Social, o magnata declarou que os EUA estão "prontos e disponíveis" para "ajudar a Venezuela".

"Os dois grandes terremotos que acabaram de atingir o grande povo da Venezuela são ambos de enorme escala e deixaram um número devastador de mortos. Dei instruções a todas as agências do nosso governo para se prepararem para agir rapidamente. Estaremos lá para nossos novos e grandes amigos", escreveu o mandatário americano.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmou, em contato telefônico com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, o envio imediato "de equipes de busca e resgate, recursos médicos e assistência humanitária". "Nossos pensamentos estão com todas as pessoas que perderam seus entes queridos, com os feridos e com os corajosos socorristas que trabalham incansavelmente", afirmou Rubio.

Já o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, conversou por telefone com Rodríguez para expressar condolências e avaliar formas de assistência imediata.

"Estamos próximos ao povo da Venezuela. A presidente me informou que La Guaira é o estado mais atingido, mas há mortos em outras cidades e vilarejos. A Itália e a Europa ajudarão a Venezuela. Eu disse à presidente que o governo italiano avaliará o tipo de apoio imediato que pode oferecer e que apoiará, junto com a União Europeia, um pedido de ativação do mecanismo de Defesa Civil", afirmou Tajani em nota oficial.

Rodríguez agradeceu publicamente pelo gesto. "Agradeço a disponibilidade expressa pelo governo italiano e pela primeira-ministra Giorgia Meloni em oferecer apoio neste momento difícil. Valorizamos essas manifestações de proximidade e solidariedade com a Venezuela", escreveu a líder em sua conta no X.

Por sua vez, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, lamentou as "notícias sobre o terrível terremoto" e garantiu "ajuda ao país", enquanto o presidente da França, Emmanuel Macron, declarou "solidariedade às vítimas, a seus entes queridos e àqueles que estão mobilizados em campo".

Na Espanha, que abriga a maior comunidade venezuelana da Europa (estima-se cerca de 600 mil pessoas), o primeiro-ministro Pedro Sánchez ofereceu "todo o apoio" à nação caribenha. "Nossos pensamentos estão com as vítimas e suas famílias", escreveu em suas redes sociais.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou solidariedade a todos os venezuelanos. "Meu pensamento vai particularmente às vítimas e suas famílias. Estamos com vocês", afirmou. A União Europeia também ativou seu sistema de satélites para monitoramento da região atingida e se colocou à disposição para ampliar a assistência.

China, Índia e América Latina

A China afirmou estar "pronta para fornecer assistência de acordo com as necessidades da Venezuela", segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Pequim, Guo Jiakun.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, declarou que o país está "pronto para oferecer toda a assistência possível" e expressou condolências "ao governo e ao povo da Venezuela, em particular às famílias que perderam seus entes queridos".

Na América Latina, a solidariedade foi imediata e ampla. O México ofereceu apoio com "equipes especializadas de resgate e pessoal médico", conforme anunciou a presidente Claudia Sheinbaum.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou ter recebido as notícias "com grande preocupação e consternação" e que instruiu o Ministério das Relações Exteriores a "avaliar as medidas de assistência" possíveis. El Salvador disponibilizou 300 equipes de resgate e paramédicos, além de 50 toneladas de equipamentos, medicamentos e suprimentos básicos.

Além disso, equipes de saúde cubanas já estão em solo venezuelano prestando atendimento à população afetada, conforme informou o chanceler Bruno Rodríguez.

Ansa - Brasil
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