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América Latina

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Negociações entre Israel e Líbano para acabar com guerra avançam, diz Rubio

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse nesta quinta-feira (25) que há avanços nas negociações entre o Líbano e Israel, que lidera uma ofensiva contra o Hezbollah. "Estamos muito perto de obter um compromisso de intenção por parte dos dois países", declarou ele a jornalistas durante uma visita ao Bahrein, uma das etapas de sua viagem aos países do Golfo, que inclui Kuwait e Emirados Árabes Unidos.

25 jun 2026 - 11h47
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"Será um processo, levará tempo, exigirá muito trabalho, mas posso dizer que, pela primeira vez em 30 anos, o governo soberano do Líbano está se dirigindo diretamente ao governo israelense", afirmou Rubio.

Israel e o Líbano participaram nesta semana, em Washington, de uma quinta rodada de negociações que deve, a longo prazo, levar a um acordo de paz. As discussões desta semana em Washington, que terminam na quinta-feira, envolvem questões polêmicas, como a criação de "zonas piloto" sob controle do Exército libanês.

As autoridades libanesas iniciaram em abril negociações diretas com Israel em Washington, as primeiras em décadas. Os Estados Unidos e o presidente libanês Joseph Aoun defendem que essas negociações devem ser feitas à parte, embora o Irã as vincule ao conflito com os EUA.

O secretário de Estado americano também afirmou que um acordo com o Irã não deve ser feito "a qualquer preço" e mencionou o risco de um "caos total" caso Teerã passasse a cobrar pelo trânsito no Estreito de Ormuz, por onde circulavam 20% do comércio mundial de hidrocarbonetos antes da guerra, iniciada em fevereiro.

O Irã avalia a imposição de "taxas de uso", que não existiam antes da guerra. Os Estados Unidos já se declararam contra essa possibilidade. Mas a Guarda Revolucionária, o exército ideológico do regime, ameaçou responder com "medidas apropriadas" a qualquer tentativa de travessia sem sua autorização prévia.

"Queremos garantir que nenhuma parte desse acordo prejudique, de qualquer maneira, a segurança, a estabilidade ou a prosperidade de qualquer um de nossos parceiros na região do Golfo", afirmou Marco Rubio.

O chanceler do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, destacou as "incertezas" que afetam esses países com a guerra envolvendo o Irã. Nesse contexto, Omã anunciou a abertura de um "corredor marítimo temporário", apresentado como uma iniciativa realizada em coordenação com a ONU.

Fim da guerra?

O Irã e os Estados Unidos assinaram em 17 de junho um protocolo para pôr fim ao conflito, seguido de 60 dias de negociações para obter um acordo duradouro. Uma reunião técnica com a delegação iraniana está prevista para os dias 29 ou 30 de junho, na Suíça, segundo Marco Rubio.

Mas muitas divergências persistem, relacionadas ao estreito de Ormuz e ao programa nuclear. As críticas se multiplicam nos Estados Unidos sobre as concessões feitas por Donald Trump. O presidente, em queda de popularidade, busca encerrar a guerra o mais rapidamente possível.

A Casa Branca teve de pedir ao Congresso americano um orçamento suplementar de cerca de US$ 88 bilhões para reconstituir seus estoques de munição após a guerra. Na questão nuclear, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) assegurou que as inspeções no Irã ocorrerão, sem estabelecer uma data.

Marco Rubio e o rei Hamad bin Isa Al Khalifa conversam após reunião no Bahrein durante visita diplomática ao Golfo.
Marco Rubio e o rei Hamad bin Isa Al Khalifa conversam após reunião no Bahrein durante visita diplomática ao Golfo.
Foto: RFI

Irã acusa Otan de 'cumplicidade'

Teerã sempre negou querer desenvolver uma bomba atômica, mas defende seu direito a um programa nuclear civil completo. O Irã também acusou na quinta-feira a Otan de "cumplicidade" na guerra desencadeada contra ele pelos Estados Unidos e Israel, criticando especialmente a Itália e a Romênia por terem permitido que aviões americanos utilizassem suas bases durante o conflito.

"Trata-se de uma admissão clara e grave da cumplicidade ativa da organização em uma guerra de agressão ilegal", escreveu no X o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baghai. Sobre o Líbano, o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou na quarta-feira que o fim da guerra no país é "tão importante" quanto o fim do conflito no próprio Irã.

No entanto, o Hezbollah libanês acusou na quarta-feira Israel de uma nova "violação" do cessar-fogo, após um drone israelense causar duas mortes no sul do país, região que Israel agora ocupa parcialmente.

Com agências

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