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Joe Biden aceitará indicação presidencial democrata após décadas na política

20 ago 2020 - 09h17
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No discurso mais importante de seus quase 50 anos de vida pública, Joe Biden apresentará sua visão para a Presidência dos Estados Unidos nesta quinta-feira ao aceitar a indicação democrata para desafiar Donald Trump na eleição de 3 de novembro.

Joe Biden durante Convenção Nacional do Partido Democrata dos Estados Unidos
18/08/2020 Convenção Nacional Democrata/Pool via REUTERS
Joe Biden durante Convenção Nacional do Partido Democrata dos Estados Unidos 18/08/2020 Convenção Nacional Democrata/Pool via REUTERS
Foto: Reuters

O discurso de Biden na quarta e última noite da Convenção Nacional Democrata coroará a longa carreira política do ex-senador e vice-presidente, que se saiu mal em duas tentativas de concorrer à Casa Branca em 1988 e 2008.

Ele concluirá uma convenção realizada virtualmente devido à pandemia de coronavírus, da qual os grandes nomes e as figuras ascendentes do partido --e até alguns republicanos proeminentes-- participaram por videoconferência para apoiar Biden e atestar a urgência de se acabar com o que classificaram como a Presidência caótica de Trump.

A vice de chapa de Biden, Kamala Harris, a primeira negra e asiático-norte-americana em uma chapa presidencial dos EUA, aceitou sua indicação na quarta-feira e acusou Trump de ser uma liderança falha que custou vidas e empregos.

Biden, de 77 anos, segue na campanha com uma vantagem clara e constante nas pesquisas nacionais de opinião sobre Trump, de 74 anos, que aceitará a indicação republicana para concorrer a um segundo mandato em sua própria convenção na semana que vem.

Os democratas trabalharam para ampliar o respaldo a Biden durante a convenção, particularmente ao destacar apoiadores republicanos destacados, como o ex-secretário de Estado Colin Powell e o ex-governador de Ohio John Kasich, além de norte-americanos que votaram em Trump em 2016 e hoje o culpam pelo fardo da pandemia de Covid-19 na economia e na saúde.

O discurso de aceitação dará a Biden sua primeira grande plateia desde que o coronavírus praticamente o afastou da campanha, em março.

Ele falará diretamente à câmera em um centro de eventos em grande parte vazio de Wilmington, sua cidade no Estado do Delaware, e não diante de uma plateia entusiasmada de delegados, o que acentua a natureza peculiar de uma convenção realizada remotamente graças a depoimentos em vídeo ao vivo e pré-gravados.

Chris Coons, senador do Delaware e aliado próximo de Biden, disse acreditar que o discurso oferecerá um tema unificador sobre o país, sem se concentrar em Trump.

"Ele reconhece que não se trata de Donald Trump, não se trata de Joe Biden, trata-se de nós, trata-se de quem nos levará adiante de uma maneira que nos lembre o melhor da América, não o pior", disse Coons.

Trump manterá sua programação contra os democratas, realizando um evento de campanha nesta quinta-feira perto de Scranton, onde Biden nasceu, na Pensilvânia, um dos Estados-chave na disputa pela Presidência dos EUA.

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