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Itália vai tornar obrigatório ensino de mudanças climáticas

Proposta é do ministro da Educação Lorenzo Fioramonti

7 nov 2019
16h56
atualizado às 17h10
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O ministro da Educação da Itália, Lorenzo Fioramonti, anunciou que o governo tornará obrigatório o estudo das mudanças climáticas e do desenvolvimento sustentável nas escolas públicas do país.

Greve estudantil contra as mudanças climáticas em Gênova, na Itália, em 24 de maio
Greve estudantil contra as mudanças climáticas em Gênova, na Itália, em 24 de maio
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em entrevista à agência Reuters, Fioramonti, do partido populista Movimento 5 Estrelas (M5S), disse que o plano prevê pelo menos 33 horas por ano dedicadas a temas ambientais, o que equivale a aproximadamente uma hora por semana letiva.

A medida entraria em vigor no início do próximo ano escolar na Itália, em setembro de 2020. "Todo o Ministério está passando por mudanças para colocar a sustentabilidade e o clima no centro do sistema de ensino", afirmou Fioramonti.

Segundo o ministro, o objetivo é que o modelo educacional italiano seja o "primeiro" a pôr o "meio ambiente no coração de tudo o que aprendemos na escola". Fioramonti é defensor de causas ambientais e já determinou que as faltas de alunos que fizeram greves pelo clima em setembro passado fossem abonadas.

Ele também já propôs aumentar os impostos sobre passagens de avião, produtos de plástico e alimentos com alto teor de açúcar para financiar estudos sobre as mudanças climáticas.

Apenas as duas últimas propostas sobreviveram no projeto orçamentário do governo para 2020, mas ambas são alvos de críticas dentro da própria base aliada, especialmente do partido de centro Itália Viva (IV), do ex-primeiro-ministro Matteo Renzi.

Ansa - Brasil   
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