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Itália reforça apoio ao TNP em aniversário da bomba de Hiroshima

'Guerra nuclear põe em risco a humanidade', disse Mattarella

6 ago 2025 - 09h29
(atualizado às 10h57)
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O presidente da Itália, Sergio Mattarella, se manifestou nesta quarta-feira (6) sobre o aniversário de 80 anos do bombardeio atômico em Hiroshima feito pelos Estados Unidos, chamando o evento histórico de "apocalíptico".

Mattarella relembrou 80 anos dos ataques nucleares feitos pelos EUA contra o Japão
Mattarella relembrou 80 anos dos ataques nucleares feitos pelos EUA contra o Japão
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em sua mensagem, ele chamou atenção para as atuais ameaças nucleares diante da escalada da tensão geopolítica no mundo e reforçou o apoio de Roma ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP).

"Os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki não estão apenas entre os episódios de guerra mais dolorosos do último século, como representam uma ferida ainda aberta para o povo japonês", falou o chefe de Estado.

"Essas tragédias e os enormes sofrimentos [radioativos] suportados pelos sobreviventes nos anos seguintes continuam sendo um aviso à humanidade que não pode ser esquecido", destacou Mattarella, acrescentando que "hoje, em um cenário marcado por guerras, tensões crescentes e conflitos, é necessário reiterar com veemência que o uso ou a mera ameaça concreta de armas nucleares em conflitos constitui um crime contra a humanidade".

Segundo o italiano, "a arquitetura global do desarmamento e da não proliferação nuclear, um dos pilares do sistema multilateral meticulosamente construído após a Segunda Guerra Mundial, não pode ser abandonada, sob pena de acelerar um clima de conflito".

"50 anos após a ratificação do TNP, a República Italiana reafirma seu objetivo de um mundo livre de armas nucleares, com a plena implementação dos organismos internacionais de controle estabelecidos para esse fim", frisou Mattarella, concluindo que "nenhuma guerra atômica pode ser travada ou vencida sem colocar em risco a própria existência da vida no planeta".

Para o presidente italiano, Hiroshima e Nagasaki pertencem "a uma memória universal que testemunharam a extensão da fúria destrutiva do homem", sendo, ao mesmo tempo, "um exemplo de resiliência, do que é possível com a paz".

Em Hiroshima, o bombardeio nuclear matou mais de 140 mil civis, destruindo aproximadamente 70% da cidade. Já em Nagasaki, o número de mortos é estimado em 74 mil.  

Ansa - Brasil
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