Itália nega negociações com Irã a respeito de Estreito de Ormuz
Jornal disse que Roma tentava garantir passagem de seus navios pela rota
O governo da Itália desmentiu nesta sexta-feira (13) que tenha iniciado negociações com o Irã para a navegação de navios do país pelo Estreito de Ormuz.
"Em relação ao que foi noticiado hoje pelos órgãos de imprensa internacionais, a presidência do Conselho de Ministros nega a abertura de negociações bilaterais ou diretas com o Irã para garantir a passagem de navios italianos pelo Estreito de Ormuz", declararam fontes do Palácio Chigi, referindo-se a uma reportagem do Financial Times, segundo a qual, Itália e França estariam em tratativas sobre o tema com Teerã.
A informação foi reforçada por funcionários do Ministério das Relações Exteriores de Roma.
"O Palácio Chigi e a Farnesina confirmam que, em seus contatos diplomáticos, os líderes italianos querem favorecer as condições para uma desescalada militar geral. Mas não existe nenhuma 'negociação nos bastidores' destinada a preservar apenas alguns navios mercantes em detrimento de outros", disseram as fontes.
Em meio à repercussão da publicação do Financial Times, um funcionário do alto escalão da União Europeia sugeriu que as Nações Unidas deveriam comandar uma iniciativa para "garantir a passagem organizada e legítima pelo Estreito de Ormuz", aplicável a toda a navegação.
A UE "sempre manteve canais diplomáticos abertos com o Irã", mesmo nos momentos mais difíceis, reconhecendo a importância fundamental do diálogo", ressaltou a fonte europeia, acrescentando que "negociações bilaterais com o Pasdaran [Guarda Revolucionária do Irã] são consideradas insuficientes e menos atraentes, dada a escala da guerra".