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Itália deve ter eleições legislativas em outubro de 2027

Governo Meloni pode ser 1º na era republicana a completar mandato de 5 anos

25 set 2026 - 13h00
(atualizado às 13h42)
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Resumo
O governo de Giorgia Meloni planeja realizar as próximas eleições legislativas da Itália em outubro de 2027, contrariando o pedido da oposição de antecipar o pleito. Se a data for mantida, esta será a primeira administração na história republicana do país a concluir o mandato de cinco anos. Em meio ao cenário eleitoral, o Executivo tenta aprovar uma reforma para instituir um sistema proporcional com bônus de governabilidade, medida que a oposição acusa de manobra para evitar uma derrota nas urnas.

O ministro da Educação da Itália, Giuseppe Valditara, afirmou nesta sexta-feira (25) que o governo da premiê Giorgia Meloni está de acordo em realizar as próximas eleições legislativas no país em outubro de 2027.

Últimas eleições na Itália foram realizadas em setembro de 2022
Últimas eleições na Itália foram realizadas em setembro de 2022
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Com isso, uma parte da campanha pode transcorrer durante o verão europeu, algo que só aconteceu em 2022, quando os italianos foram às urnas em 25 de setembro.

A oposição pedia que o voto fosse antecipado para o primeiro semestre, como de costume, embora a atual legislatura tenha tomado posse em 13 de outubro de 2022.

"Todos concordam em votar em outubro do ano que vem", declarou Valditara à emissora La7, referindo-se aos partidos da coalizão liderada por Meloni. Se a previsão se confirmar, o atual governo será o primeiro da história republicana italiana a completar um mandato parlamentar de cinco anos.

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, nenhuma administração conseguiu permanecer no poder por todo o período legislativo. No início de setembro, a gestão Meloni se tornou a mais longeva da era republicana, superando o recorde anterior de 1.412 dias estabelecido pelo segundo governo de Silvio Berlusconi, entre junho de 2001 e abril de 2005.

O Executivo ainda tenta aprovar uma reforma eleitoral a tempo do pleito do ano que vem, com o objetivo de instituir um sistema proporcional puro com "prêmio de governabilidade" para a coalizão que atingir 42% dos votos. A oposição, que deve disputar as eleições com uma chapa unificada, acusa o governo Meloni de tentar mudar as regras do jogo para evitar uma derrota nas urnas.

Ansa - Brasil
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