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Israelense refém do Hamas relata ter sido vítima de violência sexual

Mulher ficou sequestrada por 2 meses e descreveu abusos cometidos pelo grupo extremista

27 mar 2024 - 11h15
(atualizado às 12h05)
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Amit Soussana, vítima que foi libertada pelo Hamas após 54 dias na Faixa de Gaza, falou sobre ter sofrido violência sexual. Ela falou à imprensa em frente à sua antiga casa, que foi destruída
Amit Soussana, vítima que foi libertada pelo Hamas após 54 dias na Faixa de Gaza, falou sobre ter sofrido violência sexual. Ela falou à imprensa em frente à sua antiga casa, que foi destruída
Foto: REUTERS/Alexandre Meneghini/File Photo

Uma mulher israelense que foi sequestrada pelo Hamas na Faixa de Gaza por 54 dias relatou ter sido vítima de violência sexual durante o tempo do sequestro. Amit Soussana, de 40 anos, deu o relato em uma entrevista ao jornal The New York Times, contando sobre os crimes que sofreu.

Essa foi a primeira vez que uma vítima contou sobre os crimes sexuais cometidos por membros do Hamas contra pessoas sequestradas em Israel, que foram levadas para a Faixa de Gaza. 

Amir estava sequestrada desde o dia 7 de outubro de 2023, quando ocorreu o primeiro ataque do Hamas a Israel. Ela foi levada do kibutz Kfar Aza, onde morava sozinha. Ao ouvir as sirenes alertando sobre o ataque, ela se escondeu no quarto, que tinha segurança reforçada, mas membros do Hamas explodiram a porta e a levaram.

Naquele dia, cerca de 1.200 pessoas foram mortas e outras centenas de israelenses foram sequestrados. Em seguida, Israel declarou guerra ao Hamas.

Amit só foi libertada no dia 30 de novembro. Ao jornal americano, ela disse que ficou presa em um quarto de criança, acorrentada pelo tornozelo. O homem que a vigiava costumava entrar no quarto e tocá-la por baixo da roupa. Ele perguntou várias vezes quando a menstruação dela iria acabar. Ela disse que fingiu que ainda estava menstruada durante uma semana após o fim.

Por volta do dia 24 de outubro, o homem a levou para um banheiro para que ela se lavasse, ficando na porta com uma arma. Depois que ela tomou banho, ele a agrediu. Ele a levou para um quarto de criança e, com a arma apontada para a testa dela, a obrigou a se relacionar com ele.

O relato de Amit foi considerado consistente pelo The New York Times com a descrição que ela fez a dois médicos e um assistente social pouco depois de sua libertação. Os relatórios médicos descrevem o crime, que não teve mais detalhes divulgados.

Amit foi levada para mais de cinco lugares diferentes durante o sequestro. Ela esteve em casas de pessoas, um escritório e um túnel, segundo relato.

Por medo de não ser libertada, Amit disse em um vídeo do Hamas que estava sendo bem tratada enquanto refém. No fim de novembro, 106 pessoas foram libertadas. Segundo o jornal, a mulher resolveu falar a verdade sobre as condições dos reféns que ainda estão sob controle do Hamas na Faixa de Gaza.

O Hamas negou as acusações de que seus membros cometeram violência sexual --durante o ataque do 7 de outubro ou posteriormente-- com os reféns que sequestrou.

Fonte: Redação Terra
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