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Israel estende raio de ação e captura ativistas em águas internacionais na costa grega

IDF interceptaram 22 barcos e prenderam 211 membros da Flotilha Global Sumud

30 abr 2026 - 09h03
(atualizado às 10h03)
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As Forças de Defesa de Israel (IDF) interceptaram uma nova expedição da Flotilha Global Sumud com ajuda humanitária à Faixa de Gaza, em uma operação militar realizada em águas internacionais, perto da ilha de Creta, na Grécia.

Barcos da Flotilha Global Sumud em Siracusa, na Itália, em 26 de abril
Barcos da Flotilha Global Sumud em Siracusa, na Itália, em 26 de abril
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo o Ministério das Relações Exteriores israelense, 22 das 58 embarcações da missão foram interceptadas, e pelo menos 211 ativistas acabaram presos, incluindo 24 cidadãos italianos.

Os integrantes da flotilha foram colocados em navios da Marinha de Israel e estão sendo levados para o porto de Ashdod, onde serão submetidos a processos de deportação.

Os barcos restantes da expedição, que reúne mais de 400 ativistas, teriam mudado a rota para outros destinos. "As ações de Israel marcam uma escalada perigosa e sem precedentes: o sequestro de civis em pleno Mediterrâneo, a mais de 960 quilômetros de Gaza, sob os olhos do mundo inteiro", disse a Flotilha Global Sumud em um comunicado.

"Que fique claro do que se trata: pirataria", acrescentou a entidade, ressaltando que "nenhum Estado tem direito de reivindicar, controlar ou ocupar águas internacionais".

"Os governos devem agir agora para proteger a flotilha e responsabilizar Israel por essas flagrantes violações do direito internacional e pelo genocídio em curso contra o povo palestino", salientou.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do país judeu acusou, sem apresentar provas, o Hamas de estar por trás da Flotilha Global Sumud, que já havia realizado outras tentativas frustradas de furar o bloqueio naval em Gaza no ano passado.

"A força motriz da provocação da flotilha é o Hamas, em colaboração com provocadores profissionais, com o objetivo de sabotar a transição para a segunda fase do plano de paz de Trump", disse a chancelaria, acrescentando que a operação foi realizada "em conformidade com o direito internacional".

Mas a interceptação vem sendo criticada, sobretudo por ter ocorrido em águas internacionais, fora da área sob jurisdição de Israel. "O ataque perpetrado pelas forças israelenses contra a Flotilha Global Sumud, organizada para entregar ajuda humanitária em Gaza, constitui um ato de pirataria", afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Turquia, que cobrou uma "posição unitária" do mundo contra uma "ação ilícita".

Já o poder Executivo da União Europeia declarou que "a liberdade de navegação deve ser respeitada". "Convidamos e reiteramos o apelo para que Israel respeite o direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário e o direito marítimo internacional, que é muito claro", disse o porta-voz da Comissão Europeia para Relações Exteriores, Anouar El Anouni.

Ansa - Brasil
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