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Israel e Líbano conversarão em meio à guerra com o Hezbollah, diz jornal israelense

14 mar 2026 - 15h37
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Israel e ‌Líbano devem manter conversações diretas nos próximos dias, informou o jornal israelense Haaretz neste sábado, o que seria um marco diplomático na relação bilateral, em um momento em que Israel e o grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, estão em ⁠plena guerra.

Três autoridades libanesas disseram que Beirute está formando uma ‌delegação para conversações, mas que nenhuma data foi definida. Uma das autoridades disse que o Líbano precisa esclarecer se ‌Israel cumprirá a exigência do presidente ‌Joseph Aoun de um cessar-fogo total para permitir ⁠a realização de negociações.

O governo israelense não fez nenhum comentário imediato sobre a reportagem do Haaretz.

O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, quando o Hezbollah abriu fogo contra Israel, dizendo que pretendia vingar ‌a morte do líder supremo do Irã. Israel respondeu com uma ‌ofensiva que matou ⁠mais de 800 ⁠pessoas no Líbano e forçou mais de 800.000 a deixarem suas ⁠casas.

Aoun expressou a disposição do ‌Estado para conversas diretas ‌com Israel, buscando garantir o fim da guerra.

A disposição do Estado libanês para conversações com Israel ocorre em um momento de tensões cada vez mais fortes no Líbano ⁠sobre o status do Hezbollah como um grupo armado. Na semana passada, o governo de Beirute proibiu as atividades militares do Hezbollah. O grupo rejeitou a medida e continuou lutando, disparando centenas de ‌foguetes contra Israel.

Uma autoridade israelense disse à Reuters na sexta-feira que a campanha contra o Hezbollah provavelmente será intensificada e ⁠continuará mesmo depois que os ataques contra o Irã diminuírem.

O Haaretz, citando duas fontes com conhecimento do assunto, disse que as negociações devem se concentrar no fim dos combates no Líbano e no desarmamento do Hezbollah.

O Haaretz informou que o genro do presidente dos EUA, Donald Trump, Jared Kushner, estará envolvido nas negociações, que poderão ser realizadas em Paris ou no Chipre, com o confidente do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, Ron Dermer, liderando a delegação israelense.

O funcionário libanês disse que o Líbano ainda precisa de clareza sobre a estrutura das negociações, incluindo a agenda.

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