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Irã promete flexibilidade em negociações nucleares em meio à ameaça de ataques dos EUA

26 fev 2026 - 07h49
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O Irã prometeu mostrar ‌flexibilidade nas negociações indiretas com os Estados Unidos sobre sua longa disputa nuclear, nesta quinta-feira, com Teerã sob pressão para acertar um acordo ou enfrentar ataques militares dos EUA.

A terceira rodada de negociações em Genebra, que começou na manhã de quinta-feira, discutirá o programa nuclear do Irã ⁠tendo como pano de fundo um enorme aumento do contingente militar ‌dos EUA no Oriente Médio, ordenado pelo presidente Donald Trump.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse na quarta-feira que a recusa ‌do Irã em discutir seu programa de ‌mísseis balísticos era um "grande problema" que teria que ser resolvido ⁠eventualmente, já que os mísseis foram "projetados exclusivamente para atacar os Estados Unidos" e representam uma ameaça à estabilidade regional.

"Se não for possível avançar no programa nuclear, será difícil avançar também no que diz respeito aos mísseis balísticos", afirmou Rubio aos repórteres em Saint Kitts.

O porta-voz do Ministério ‌das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, disse à Press TV na quinta-feira ‌que as negociações se ⁠concentrariam exclusivamente em ⁠temas nucleares e no levantamento das sanções, e afirmou que Teerã as encara ⁠com "seriedade e flexibilidade".

Os dois países retomaram ‌as negociações este mês, ‌buscando quebrar um impasse de décadas sobre o programa nuclear de Teerã, que Washington, outros países ocidentais e Israel acreditam ter como objetivo a construção de armas nucleares. Teerã nega isso.

O enviado especial ⁠dos EUA, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner, participariam das negociações indiretas com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse uma autoridade norte-americana. A reunião ocorre após discussões em Genebra na semana passada e será ‌novamente mediada pelo ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi.

Trump expôs brevemente seus argumentos a favor de um possível ataque ao ⁠Irã em seu discurso sobre o Estado da União na terça-feira, ressaltando que, embora prefira uma solução diplomática, não permitirá que Teerã obtenha uma arma nuclear.

Ele enviou caças, grupos de ataque de porta-aviões, bem como contratorpedeiros e cruzadores para a região, na esperança de pressionar o Irã a fazer concessões.

Na noite de quarta-feira, Araqchi e Albusaidi discutiram as propostas que o Irã apresentará para chegar a um acordo, de acordo com um comunicado publicado no X pelo Ministério das Relações Exteriores de Omã.

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