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Irã lança mísseis contra petroleiros em Ormuz e mata tripulante

Navios pertencem aos Emirados Árabes Unidos

14 jul 2026 - 08h14
(atualizado às 08h21)
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O Irã disparou mísseis contra dois navios petroleiros dos Emirados Árabes Unidos no Estreito de Ormuz, deixando pelo menos um tripulante morto, e prometeu respostas "devastadoras" caso os Estados Unidos bombardeiem um complexo fortificado subterrâneo perto da central nuclear de Natanz.

Navios em trânsito pelo Estreito de Ormuz, no Oriente Médio
Navios em trânsito pelo Estreito de Ormuz, no Oriente Médio
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo o Ministério da Defesa dos Emirados, os navios Mombasa e Al-Bahiyah foram atingidos por "dois mísseis de cruzeiro iranianos enquanto transitavam pela rota de navegação meridional" no estreito, nas águas territoriais de Omã.

"O ataque provocou a morte de um tripulante indiano a bordo do petroleiro Mombasa e o ferimento de outros oito, quatro deles de modo grave", acrescentou a pasta. Entre os feridos, seis são indianos, e dois, ucranianos. Os mísseis provocaram incêndios a bordo das embarcações, mas as chamas já foram controladas.

De acordo com os Emirados Árabes, o ataque é uma "grave e clara violação do direito internacional que ameaça a segurança e a estabilidade da região". O comunicado também fala que o país "se reserva plenamente o direito de responder a essa escalada".

A Guarda Revolucionária do Irã confirmou o episódio e disse que os navios foram "instigados" pelos Estados Unidos a navegar por uma "rota ilegal" no Estreito de Ormuz, via marítima crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico.

"Os dois petroleiros, enganados e indisciplinados, colocaram em perigo a navegação, desligando seus sistemas de bordo, e foram atingidos por nossas forças navais", afirmou o braço ideológico das Forças Armadas da República Islâmica. "Qualquer navio que passar pela rota oferecida pelo inimigo só sofrerá danos e causará atrasos na reabertura do Estreito de Ormuz, criando uma crise energética mundial", acrescentou a Guarda Revolucionária.

Após o fim do cessar-fogo no Oriente Médio, os Estados Unidos têm tentado assumir o controle de Ormuz e restabelecer o bloqueio naval aos portos do Irã. O presidente Donald Trump chegou a indicar até a criação de uma taxa de 20% para garantir passagem segura a navios mercantes no estreito.

"Queremos ser reembolsados porque estamos protegendo uma área muito rica do mundo", declarou o republicano em conversa com jornalistas no Salão Oval. "Eles romperam o acordo, descobriram alguma coisa que não os agradava, e nós não pretendemos aceitar. No fim das contas, vamos acabar controlando tudo aquilo que estão fazendo", ressaltou Trump.

O presidente também ameaçou destruir a montanha Kuh-e Kolang, ou "montanha da Picareta", vizinha à central nuclear de Natanz e que abriga instalações altamente fortificadas. "Se Trump cumprir suas ameaças, daremos uma resposta devastadora, e o preço será pago pelos soldados americanos e seus parceiros regionais", disse uma fonte de alto escalão da segurança iraniana, citada pela emissora CNN.

Ansa - Brasil
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