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Irã desmente Trump sobre Ormuz: 'Não há negociações com EUA'

Teerã frisou que reabertura da rota tem sido discutida apenas com Omã

6 ago 2026 - 08h39
(atualizado às 08h47)
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O Irã desmentiu a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que haja uma negociação em curso entre as partes sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, principal rota comercial no Golfo Pérsico.

Trump disse que Irã 'lhe implorou' para conversar sobre Ormuz, mas Teerã negou
Trump disse que Irã 'lhe implorou' para conversar sobre Ormuz, mas Teerã negou
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo Teerã, o assunto tem sido abordado apenas com Omã.

"A alegação dos EUA de que negociações com o Irã [sobre Ormuz] estão em andamento é falsa", disse o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, à imprensa local, citado pela CNN nesta quinta-feira (6).

"Não houve negociações" sobre o tema, reforçou Gharibabadi, embora tenha reconhecido que Teerã recebeu mensagens dos EUA sobre a possibilidade de retomar discussões precedentes.

Na quarta (5), Trump afirmou que as negociações com o Irã sobre a abertura do Estreito de Ormuz "progrediram muito" e que um acordo "é possível entre amanhã (quinta) ou depois de amanhã (sexta)". Segundo o presidente, Teerã teria lhe implorado para tratar do assunto.

"Me telefonaram e disseram: por favor, vamos conversar", falou o americano antes de embarcar no Air Force One para Los Angeles.

Ainda ontem, o governo iraniano anunciou um acordo com Omã sobre a gestão da navegação em Ormuz, rota crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás natural do Golfo Pérsico e cujo bloqueio provocou uma disparada nos preços de energia nos últimos meses.

"As coordenadas geográficas da rota prevista pelos dois lados foram acordadas e, caso certas terceiras partes não obstruam o processo, a declaração conjunta dos dois países, contendo as principais considerações e pontos de acordo, também se encontra na fase final de revisão e redação", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, segundo a agência de notícias estatal Irna.

Irã e Omã ficam um de cada lado dessa via marítima, por onde transitava cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) antes do início da guerra no Oriente Médio.

Baghaei, no entanto, explicou que isso não significa que o estreito se tornará seguro para todas as embarcações. "Os fatores que tornam o Estreito de Ormuz inseguro ainda persistem por parte dos EUA, em particular o bloqueio naval e outras ações agressivas e ameaçadoras contra o Irã e seus interesses", acrescentou. 

Ansa - Brasil
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