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Irã afirma que chefe do Exército do Paquistão visitará Teerã na segunda-feira

23 ago 2026 - 13h16
(atualizado às 13h26)
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Resumo
O chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, visitará Teerã nesta segunda-feira para atuar como mediador de paz entre o Irã e os Estados Unidos. A missão busca encerrar o conflito iniciado em fevereiro e ocorre sob forte tensão regional, marcada pela ameaça de Donald Trump de impor as sanções mais duras da história contra a economia iraniana, respostas militares de Teerã e a quase paralisia do trânsito de petroleiros no estratégico Estreito de Ormuz.

O chefe do Exército ‌do Paquistão, Asim Munir, visitará Teerã na segunda-feira para dar continuidade aos esforços para trazer paz e segurança à região, afirmou neste domingo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, de acordo ⁠com um comunicado do ministério.

O Paquistão assumiu o papel ‌de mediador nas negociações entre o Irã e os Estados Unidos com o objetivo de pôr fim ‌à guerra que teve início ‌com os ataques dos EUA e de Israel ⁠ao Irã em fevereiro.

Duas fontes do governo paquistanês confirmaram a visita de Munir à Reuters. A primeira fonte afirmou que o Irã e o Paquistão estavam em contato direto.

Uma segunda fonte disse que as conversas também ‌abordariam os recentes desdobramentos do conflito, incluindo a ameaça ‌do presidente dos ⁠EUA, Donald Trump, ⁠de impor sanções mais severas ao Irã.

"Ele (Munir) discutirá a paz ⁠no âmbito do Memorando ‌de Entendimento de Islamabad, ‌a advertência de Trump e a situação após o Acordo Paquistão-Turquia-Arábia Saudita, além das questões relacionadas aos houthis, com os líderes iranianos", disse a fonte.

A ⁠visita ocorre em meio a tensões crescentes, já que o Irã ameaça uma resposta militar aos planos de sanções dos EUA, que poderiam sobrecarregar ainda mais a economia já debilitada ‌da República Islâmica.

A visita coincidirá com um anúncio na segunda-feira sobre detalhes relacionados às sanções planejadas, que, segundo ⁠autoridades americanas, seriam "as sanções mais duras da história" contra o Irã.

Trump havia alertado sobre consequências econômicas contra qualquer país que fornecesse "qualquer tipo de ajuda vital ao Irã", em sua tentativa de isolar a República Islâmica.

Os embarques de petróleo estão praticamente paralisados no Estreito de Ormuz, com Teerã ameaçando atacar qualquer petroleiro não autorizado que tente transitar pela importante via navegável, e a economia do Irã já está sob imensa pressão devido às sanções.

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