Internado em Cuba, ex-deputado italiano passa por cirurgia e adia retorno
Alessandro Di Battista deveria ter voltado à Itália neste sábado (5)
O ex-deputado italiano Alessandro Di Battista passou por uma cirurgia em Havana, Cuba, e teve seu retorno à Itália adiado. Ele sofreu um mal súbito enquanto realizava reportagens na ilha e está internado desde 28 de agosto, com acompanhamento de médicos locais e italianos. O motivo do procedimento e a nova data de repatriação em avião-ambulância não foram revelados. Aos 48 anos, o ex-líder do Movimento 5 Estrelas segue politicamente ativo, apesar de ter rompido com o partido em 2021.
O ex-deputado italiano Alessandro Di Battista, que está internado em Havana, capital de Cuba, há mais de uma semana, passou por uma cirurgia e teve de adiar o retorno a seu país, que estava previsto para este sábado (5).
Ex-expoente do partido populista Movimento 5 Estrelas (M5S), Di Battista, 48 anos, sofreu um mal súbito enquanto estava na ilha para produzir uma série de reportagens jornalísticas, porém a natureza do problema médico ainda não foi divulgada.
"O retorno de Alessandro Di Battista foi adiado. Pedimos a todos que mantenham a máxima discrição e prudência na divulgação de informações, à espera de atualizações", diz um comunicado publicado pela associação Schierarsi (Tomar Partido, em tradução livre), fundada pelo próprio ex-parlamentar, no Instagram.
Di Battista foi hospitalizado na noite de 28 de agosto, em Santa Clara, e depois foi transferido para o hospital Hermanos Ameijeiras, o principal de Cuba, em Havana. Uma equipe do Hospital Policlínico Agostino Gemelli, de Roma, viajou ao país caribenho para acompanhar o caso ao lado dos médicos locais.
O retorno do ex-deputado à Itália estava sendo organizado com um avião-ambulância, com custos cobertos pela seguradora contratada por ele antes da viagem. Ainda não foram divulgados detalhes sobre o tipo de cirurgia realizada nem o novo prazo previsto para a transferência.
Apelidado de "Che Guevara 5 Estrelas", Di Battista foi deputado entre 2013 e 2018 e uma das principais figuras do M5S no auge da popularidade do partido.
No entanto, após a chegada do movimento ao governo, em 2018, passou a criticar as alianças com forças tradicionais da política italiana, primeiro com a direita e depois com a centro-esquerda. Em fevereiro de 2021, rompeu definitivamente com o M5S devido à decisão do partido de integrar o governo de união nacional liderado pelo ex-presidente do Banco Central Europeu Mario Draghi.
Desde então, perdeu espaço no debate político, mas manteve-se como uma voz ativa em prol de causas como o aumento dos investimentos em saúde pública, o fim do envio de armas à Ucrânia e o reconhecimento internacional da Palestina. .
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