Inflação na Itália avança em setembro e tem maior valor em 3 anos
Resultado foi puxado pela disparada dos preços de bens energéticos
A inflação na Itália atingiu 4,2% em setembro, o maior nível em três anos, impulsionada pela disparada nos preços de energia e alimentos. O governo de Giorgia Meloni atribui a alta aos impactos da guerra no Irã e do bloqueio do Estreito de Ormuz no mercado de petróleo e gás. Diante da crise, a premiê pediu flexibilidade fiscal à União Europeia para superar o teto de déficit de 3% do PIB, enquanto o país já enfrenta protestos e bloqueios de caminhoneiros contra a alta dos combustíveis.
A inflação anual na Itália subiu para 4,2% em setembro, ante 3,3% em agosto, e chegou ao maior valor em três anos, cenário que tem provocado dor de cabeça para o governo da premiê Giorgia Meloni.
O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat) e confirma os dados preliminares publicados há 15 dias. Na comparação com agosto, segundo o Istat, o índice avançou 0,7%.
Os bens energéticos foram o principal motor da inflação em setembro, com uma disparada de 22,6% em relação ao mesmo período de 2025 ? em agosto, essa alta havia sido de 17,1%.
O crescimento se deu tanto no componente regulamentado, como tarifas de luz e gás (de 18,6% em agosto para 25,8% em setembro), quanto naquele não regulamentado, como os combustíveis (de 17,0% para 22,5%). Os preços dos alimentos não manufaturados também avançaram em setembro, com expansão de 5,5% na comparação ano a ano, contra 3,8% do mês anterior.
A disparada da inflação é atribuída pelo governo Meloni às perturbações no comércio global de petróleo e gás em função da guerra no Irã, com o prolongado bloqueio do Estreito de Ormuz. A alta do índice tem provocado impacto direto nas despesas correntes do Executivo, e a premiê já enviou uma carta à União Europeia pedindo mais flexibilidade nas regras fiscais do bloco para permitir um déficit acima de 3% do PIB.
Enquanto isso, caminhoneiros têm realizado manifestações e bloqueios de estradas, sobretudo no sul do país, para protestar contra a escassez e o encarecimento dos combustíveis. .
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