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Houthis acusam Arábia Saudita de atacar aeroporto de Sanaa e prometem retaliação

13 jul 2026 - 11h33
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O movimento houthi, que ‌controla o norte do Iêmen, acusou a Arábia Saudita nesta segunda-feira de ter lançado ataques aéreos contra o aeroporto internacional de Sanaa e prometeu retaliar, colocando à prova a trégua no conflito de longa data entre o reino e o grupo alinhado ao Irã.

O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, classificou os ataques como uma "agressão ⁠flagrante" e afirmou que eles haviam posto fim a um período de desescalada. Ele ‌disse que a Arábia Saudita, potência regional, arcaria com as consequências e que o ataque não ficaria sem resposta.

A autoridade geral de aviação do governo internacionalmente reconhecido ‌do Iêmen ordenou o fechamento de todos os aeroportos ‌do país ao tráfego aéreo até segunda ordem.

O gabinete de comunicação do ⁠governo saudita não respondeu imediatamente às acusações.

Mais cedo nesta segunda-feira, o Ministério da Defesa do governo internacionalmente reconhecido do Iêmen informou que suas Forças Armadas haviam visado a pista do Aeroporto Internacional de Sanaa para impedir a aterrissagem de um avião iraniano. Um porta-voz das Forças Armadas do Iêmen afirmou posteriormente que a aeronave havia aterrissado ‌em segurança no aeroporto de Hodeidah, uma instalação controlada pelos houthis.

O governo, que opera ‌a partir do porto de ⁠Aden, no sul ⁠do país, conta com o apoio da Arábia Saudita e de outros países do Golfo.

O Iêmen ⁠enfrenta uma guerra civil e conflitos por ‌procuração envolvendo potências externas há ‌mais de uma década, desde que os houthis tomaram a capital e forçaram o governo internacionalmente reconhecido a se transferir para o sul.

Após anos de combates entre uma coalizão liderada pela Arábia Saudita e os houthis — que desencadearam uma ⁠das piores crises humanitárias do mundo —, a trégua de 2022 tem se mantido em grande parte, apesar da escalada regional ligada à guerra entre Israel e Gaza, que levou os houthis a atacarem navios no Mar Vermelho, bem como do conflito com o Irã.

A guerra civil no Iêmen, ‌que já dura mais de uma década, se intensificou no ano passado depois que um movimento separatista apoiado pelos Emirados Árabes Unidos avançou pelo território do sul, ⁠dividindo a coalizão liderada pela Arábia Saudita que havia sido criada para combater o grupo houthi.

Moammar bin Mutahar Al-Eryan, ministro da Informação do governo reconhecido internacionalmente, afirmou que os houthis estavam retendo uma aeronave pertencente ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha no aeroporto de Sanaa e mantinham seu piloto e copiloto em cativeiro.

Na manhã desta segunda-feira, o ministro da Defesa do governo disse que esgotaram os esforços diplomáticos para persuadir o Irã e os houthis a interromper o que ele descreveu como violação do espaço aéreo iemenita por aeronaves iranianas. Ele disse que as forças governamentais responderiam a qualquer aeronave hostil que violasse o espaço aéreo do Iêmen "por todos os meios disponíveis" e responsabilizou o Irã.

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