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Hillary Clinton diz a comitê do Congresso que não tem informações sobre Epstein

26 fev 2026 - 15h07
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A ex-secretária de ‌Estado dos EUA Hillary Clinton disse a um comitê do Congresso nesta quinta-feira que não se lembrava de ter conhecido o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein e que não tinha informações a compartilhar sobre suas atividades criminosas.

"Não me lembro de ter conhecido o sr. Epstein. Nunca voei em seu avião nem visitei sua ilha, suas casas ou seus ⁠escritórios. Não tenho nada a acrescentar a isso", disse Hillary em uma declaração ao ‌Comitê de Supervisão da Câmara dos Deputados.

A declaração de Hillary foi feita quando ela deveria prestar um depoimento a portas fechadas ao comitê em Chappaqua, Nova York.

Hillary, candidata ‌democrata à Presidência em 2016, também acusou o painel ‌liderado pelos republicanos de tentar desviar o foco das ligações de Trump com ⁠Epstein, que se suicidou na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações federais de tráfico sexual. Ela disse que o governo Trump "desmantelou" um escritório do Departamento de Estado focado no tráfico sexual internacional.

Ela e seu marido, o ex-presidente democrata Bill Clinton, inicialmente se recusaram a depor perante o comitê, mas cederam quando os parlamentares decidiram processá-los ‌por desacato ao Congresso.

Bill Clinton deve depor perante o comitê na sexta-feira.

Antes da audiência, o ‌presidente do Comitê de Supervisão, ⁠o republicano James Comer, ⁠negou que a investigação fosse uma iniciativa partidária contra a rival presidencial de Trump em 2016, ⁠observando que vários democratas pressionaram para que o ‌casal Clinton testemunhasse.

"Ninguém está acusando ‌os Clintons de qualquer irregularidade neste momento", disse Comer.

Ele disse que o comitê procuraria descobrir quaisquer interações que ela possa ter tido com Epstein, seu envolvimento com o trabalho beneficente dos Clintons e qualquer relação que ela possa ter tido ⁠com Ghislaine Maxwell, associada de Epstein que está presa.

O deputado Robert Garcia, principal democrata do comitê, disse aos repórteres que Trump e o secretário de Comércio, Howard Lutnick, também deveriam depor. Lutnick admitiu ter visitado a ilha particular de Epstein anos depois de dizer que havia rompido relações com ele.

Um ‌porta-voz dos Clintons não respondeu a um pedido de comentário. Comer disse que as transcrições das entrevistas dos Clintons serão tornadas públicas.

Bill Clinton voou no avião de Epstein ⁠várias vezes no início dos anos 2000, depois de deixar o cargo. Ele negou qualquer irregularidade e expressou arrependimento por sua associação.

De acordo com Comer, Epstein visitou a Casa Branca 17 vezes enquanto Clinton estava no cargo.

Trump também conviveu bastante com Epstein nas décadas de 1990 e 2000, antes de sua condenação em 2008 por solicitar prostituição de uma menor. Comer disse que as evidências coletadas pelo painel não implicam Trump.

O Departamento de Justiça de Trump divulgou mais de 3 milhões de páginas de documentos relacionados a Epstein nos últimos meses para cumprir uma lei aprovada pelo Congresso.

O Departamento de Justiça procurou chamar a atenção para fotos de Bill Clinton, mas os documentos também revelaram os laços de Epstein com uma longa lista de líderes empresariais e políticos, incluindo Lutnick e o presidente-executivo da Tesla, Elon Musk.

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