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Hezbollah interrompe ataques, dizem fontes; Israel afirma que operações no Líbano continuam

8 abr 2026 - 08h06
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O grupo libanês Hezbollah interrompeu os disparos ‌contra o norte de Israel e contra as tropas israelenses no Líbano, nesta quarta-feira, como parte de um cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã, mas um parlamentar do grupo alinhado ao Irã disse que Israel também precisa aderir à trégua ou ela entrará em colapso.

O primeiro-ministro ⁠israelense, Benjamin Netanyahu, declarou durante a noite que o cessar-fogo que suspende a ‌guerra entre EUA e Israel contra o Irã, que dura seis semanas, não se aplica ao Líbano, e os militares israelenses disseram que ‌continuam suas operações contra o Hezbollah no ‌país.

"A batalha no Líbano continua, e o cessar-fogo não inclui o ⁠Líbano", afirmou porta-voz militar de Israel Avichay Adraee em uma declaração no X na quarta-feira, ao mesmo tempo em que reiterou as ordens de retirada que afetam grandes áreas do sul do Líbano.

A posição de Israel contradiz o primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif, um intermediário importante nas negociações de ‌cessar-fogo entre EUA e Irã, que disse que a trégua incluiria o ‌Líbano.

A agência de notícias ⁠estatal libanesa NNA ⁠informou que os ataques israelenses continuaram no sul do Líbano, incluindo bombardeios de artilharia ⁠e um ataque aéreo durante a ‌madrugada em um prédio próximo ‌a um hospital que matou quatro pessoas.

Um ataque israelense na cidade de Sidon, no sul do país, matou oito pessoas e feriu outras 22, informou o Ministério da Saúde do Líbano.

O Hezbollah parou ⁠de atacar alvos israelenses no início da quarta-feira, disseram à Reuters três fontes libanesas próximas ao grupo.

É provável que o grupo emita uma declaração descrevendo sua posição formal sobre o cessar-fogo e sobre a afirmação de Netanyahu de que o Líbano ‌não está incluído, disseram as três fontes libanesas.

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou na quarta-feira que a situação no Líbano permanecia crítica e pediu ⁠que o Líbano seja incluído no acordo. A França mantém laços estreitos com o Líbano, um antigo protetorado.

Mais de 1.500 pessoas foram mortas na campanha aérea e terrestre de Israel no Líbano desde 2 de março, incluindo mais de 130 crianças e mais de 100 mulheres. No final de março, mais de 400 combatentes do Hezbollah haviam sido mortos, disseram fontes à Reuters. Pelo menos 10 soldados israelenses foram mortos no sul do Líbano no mesmo período, segundo as Forças Armadas israelenses.

Israel prometeu ocupar o sul do Líbano até o rio Litani como parte de uma "zona de segurança" que, segundo ele, tem como objetivo proteger seus próprios residentes do norte.

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