Há 'muitos sinais' de que Khamenei está morto, diz Netanyahu
'Complexo do tirano foi destruído', garantiu o premiê de Israel
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que há "muitos sinais" de que o guia supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, morreu durante os ataques conjuntos com os Estados Unidos contra alvos políticos e militares do regime no país persa.
"Nesta manhã, em um poderoso ataque surpresa, o complexo do tirano Ali Khamenei no coração de Teerã foi destruído", afirmou o premiê em um pronunciamento à nação neste sábado (28).
"E há muitos indícios de que esse tirano não está mais vivo", acrescentou Netanyahu. Segundo o Canal 12, de Israel, um funcionário da segurança do país disse que imagens do corpo do aiatolá foram mostradas ao premiê.
Em Teerã, foi possível ouvir aplausos nas janelas após a divulgação da notícia por veículos da diáspora iraniana no exterior, como o Iran International, com sede em Londres.
Já o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou à NBC que "parece" que as informações sobre a morte do guia supremo "são corretas" e que "as pessoas que tomam todas as decisões foram embora".
Khamenei, 86 anos, é o guia supremo do Irã desde 1989, quando substituiu o aiatolá Ruhollah Khomeini, líder da Revolução Islâmica de 1979.
O clérigo é a principal figura política, religiosa e até militar do país persa, exercendo o papel de comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária, o poderoso braço ideológico das Forças Armadas, responsável por proteger o regime dos aiatolás, pela repressão a dissidentes e por financiar aliados no exterior.
O Irã não confirmou os rumores sobre a morte de Khamenei, e o ministro das Relações Exteriores de Teerã, Abbas Araghchi, disse apenas que, pelo que ele sabia, o guia supremo estava vivo.
Já o jornal israelense The Jerusalem Post publicou que o genro e a nora de Khamenei foram mortos, mas também não há confirmação oficial até o momento. Em seu discurso televisionado, Netanyahu ainda garantiu que os ataques contra o Irã durarão "o tempo que for necessário".