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Governo do Irã ameaça manifestantes com pena de morte

Protestos no país exigem a queda do regime dos aiatolás

10 jan 2026 - 14h37
(atualizado às 15h33)
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O governo do Irã afirmou que os manifestantes que têm tomado as ruas do país neste início de 2026 para exigir a queda do regime dos aiatolás arriscam ser condenados à pena de morte.

Manifestação em prol de ativistas iranianos em Turim, na Itália
Manifestação em prol de ativistas iranianos em Turim, na Itália
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo Mohammad Movahedi Azad, procurador-geral iraniano, os ativistas serão processados como "inimigos de Deus", crime punível com a pena capital. A acusação se aplicaria aos "rebeldes e terroristas" que "danificaram propriedades" e "minaram a segurança", bem como "àqueles que os ajudaram".

A onda de protestos foi deflagrada no fim de 2025 e ganhou força no início deste ano, motivada pela crise econômica no Irã, país alvo de severas sanções ocidentais, e pela opressão praticada pelo regime liderado pelo aiatolá Ali Khamenei.

Segundo a ONG Ativistas de Direitos Humanos no Irã (Hrai, na sigla em inglês), mais de 65 pessoas foram mortas pelas forças de segurança nas manifestações, enquanto outras 2,3 mil acabaram presas, mas dissidentes temem que o número real de vítimas seja ainda maior, em meio a um blecaute nos serviços de internet no país persa.

Já a agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, disse que 17 agentes das forças de segurança morreram em enfrentamentos nos últimos dias.

Funcionários iranianos afirmaram ao jornal britânico Telegraph que Khamenei colocou a Guarda Revolucionária em um nível de alerta maior que em junho, quando o Irã foi bombardeado por Israel e Estados Unidos.

O governo de Donald Trump tem demonstrado apoio aos manifestantes, e o próprio presidente ameaçou atacar novamente o país caso civis sejam mortos durante os protestos.

O Irã é governado desde 1979 por um regime teocrático instaurado pela Revolução Islâmica, que derrubou o autoritário xá Mohammad Reza Pahlavi, que tinha apoio do Ocidente e cujo filho mais velho, Reza Pahlavi, tem incitado as manifestações com a esperança de assumir o poder.

Ansa - Brasil
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