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Governo da Finlândia defende adesão à Otan

Solicitação deve ser formalizada no próximo domingo

12 mai 2022 08h13
| atualizado às 08h32
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O presidente da Finlândia, Sauli Niinisto, e a primeira-ministra Sanna Marin divulgaram nesta quinta-feira (12) um comunicado em que defendem a adesão do país à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A primeira-ministra da Finlândia, Sanna Marin
A primeira-ministra da Finlândia, Sanna Marin
Foto: EPA / Ansa - Brasil

"A entrada na Otan fortaleceria a segurança da Finlândia. Como membro da Otan, a Finlândia fortaleceria toda a sua aliança de defesa. A Finlândia precisa pedir sua adesão à Otan sem atrasos', diz a nota conjunta de Niinisto e Marin.

De acordo com o presidente e a premiê, o anúncio oficial da solicitação de entrada na aliança atlântica deve ser feito no próximo domingo (15). "Esperamos que os passos ainda necessários para tomar essa decisão sejam tomados rapidamente nos próximos dias", afirma o comunicado.

Assim como a Suécia, a Finlândia é integrante da União Europeia, mas preferiu não ingressar na Otan para manter uma posição de neutralidade entre os países ocidentais e a União Soviética, na era da Guerra Fria, ou a Rússia, nas últimas três décadas.

No entanto, a invasão russa à Ucrânia, motivada pela crescente aproximação de Kiev com o Ocidente, fez Helsinque repensar seu status de país neutro. "Sauli Niinisto e Sanna Marin abriram caminho para a adesão da Finlândia à Otan. Um passo histórico que, uma vez concluído, contribuirá notavelmente para a segurança europeia", comemorou o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

Já o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, prometeu que o processo de adesão de Helsinque será "suave e rápido". "Se a Finlândia decidir pedir [a adesão], eles serão calorosamente recebidos na Otan", acrescentou.

Além disso, o governo da Suécia convocou uma reunião extraordinária para a próxima segunda-feira (16) para decidir sobre a entrada do país na aliança militar.

Como integrantes da Otan, os dois países nórdicos teriam garantia de proteção das potências ocidentais no caso de um eventual ataque da Rússia, recurso com o qual a Ucrânia não pode contar, já que não faz parte da organização.

Rússia

Em pronunciamento nesta quinta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que o ingresso da Finlândia na Otan seria uma "ameaça" para Moscou.

No entanto, ele ressaltou que a resposta da Rússia dependerá da "proximidade das bases da aliança em relação às fronteiras" do país - a divisa russo-finlandesa tem cerca de 1,3 mil quilômetros de extensão, cruzando principalmente áreas rurais pouco povoadas.

Ansa - Brasil   
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