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Funcionários da 'BBC' param contra reforma da previdência

5 nov 2010 - 06h12
(atualizado às 08h27)
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Membros do Sindicato Nacional de Jornalistas (NUJ, National Union of Journalists) começaram nesta sexta-feira uma greve de 48 horas na "BBC" em protesto pela reforma do plano de previdência.

O sindicato, que conta com 4.100 filiados entre os funcionários da emissora pública, rejeitou o que a direção da "BBC" qualificou de sua oferta "final" na matéria.

Segundo informou nesta sexta-feira a própria emissora, a greve afetou o programa Today, da Radio 4, mas não outro programa informativo matutino, o Breakfast News, da cadeia "BBC 1".

Ao contrário da NUJ, um segundo sindicato, o Bectu, que inclui técnicos e pessoal das equipes de produção, aceitou a última oferta da direção.

Segundo a NUJ, a maioria dos programas de rádio e TV da emissora serão fortemente afetados pela greve, da qual participarão apresentadores famosos, assim como repórteres e produtores.

Os grevistas protestam contra o plano da emissora para reduzir o atual déficit do fundo de previdência, que chega a 1,5 bilhão de libras (1,61 bilhão de euros).

O secretário-geral do sindicato, Jeremy Deare, qualificou a proposta da empresa de "roubo da previdência" e disse que espera um forte apoio à greve.

Em mensagem ao pessoal da "BBC", o diretor-geral da entidade pública, Mark Thompson, disse que a greve vai afetar negativamente algumas emissões, mas de nenhuma maneira vai servir para reduzir o déficit da previdência a para eliminar a necessidade de reformá-la.

EFE   
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