Funcionário do MSF testa positivo para Ebola no Congo, diz organização humanitária
Um funcionário da organização Médicos Sem Fronteiras testou positivo para o vírus Ebola na República Democrática do Congo e será transferido para tratamento na Holanda. O caso ocorre em meio ao surto mais mortal da história do país, provocado pela cepa Bundibugyo, que já ultrapassou a marca de 8 mil infectados e causou cerca de 3,9 mil mortes. A organização ressaltou que, apesar do rigor nos protocolos e dos altos níveis de proteção fornecidos, o risco de exposição não é totalmente eliminado.
Um funcionário da organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) testou positivo para o vírus Ebola Bundibugyo enquanto trabalhava na resposta à epidemia de Ebola na República Democrática do Congo, informou o MSF nesta quinta-feira.
"Essa pessoa está sendo retirada com segurança, seguindo um protocolo médico rigoroso e em estreita coordenação com as autoridades de saúde competentes na RDC e na Holanda, onde o paciente será recebido por um hospital designado", informou o MSF em comunicado.
O número de casos confirmados de Ebola no Congo ultrapassou 8.000 pela primeira vez desde o início do surto em curso no país da África Central, segundo dados do governo divulgados na segunda-feira.
O último relatório de situação do instituto de saúde pública estimou o número de casos em 8.067 e de mortes em 3.901.
O surto, causado pela cepa Bundibugyo do Ebola, tornou-se o maior e mais mortal da história do Congo, superando a epidemia de 2018-2020.
Ele fica atrás apenas do surto da África Ocidental de 2014-2016, que infectou mais de 28.600 pessoas e matou mais de 11.000 na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.
O MSF, que está atuando no surto nas províncias de Ituri, Kivu do Norte, Tshopo e Haut-Uélé, afirmou reconhecer que, apesar de fornecer à equipe os mais altos níveis possíveis de proteção, o risco de exposição nunca pode ser completamente eliminado.
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