Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Tennessee suspende execuções no estado após mulher sobreviver à injeção letal

Decisão vem após Christa Gail Pike, condenada à morte em 1996 pelo assassinato de uma jovem de 18 anos, sobreviver à injeção letal por pentobarbital horas antes. Governador anunciou uma auditoria externa para 'determinar o que aconteceu'

1 out 2026 - 10h55
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu as execuções no estado até o fim do ano após a detenta Christa Gail Pike sobreviver à injeção letal de pentobarbital, um caso inédito segundo especialistas. Uma auditoria externa foi aberta para investigar a falha no protocolo, que não prevê diretrizes caso o condenado resista a duas doses da droga. Este é o segundo erro em execuções no estado neste ano, após o cancelamento do procedimento de outro réu em maio por problemas de acesso venoso.
Christa Pike cometeu crime aos 18 anos e, desde então, segue presa
Christa Pike cometeu crime aos 18 anos e, desde então, segue presa
Foto: Reprodução/NBC News

O governador do Tennessee, Bill Lee, anunciou, na madrugada desta quinta-feira, 1º, a suspensão de todas as execuções no estado até o final do ano. A decisão vem após a Christa Gail Pike, condenada à morte em 1996, sobreviver à injeção letal por pentobarbital horas antes, na noite de quarta, 30.

Lee anunciou uma auditoria externa para "determinar exatamente o que aconteceu". Além da execução de Christa, outra estava programada para ser realizada em 2026.

"Cumprir uma sentença legalmente imposta está entre as responsabilidades mais sérias do Estado, e o povo do Tennessee espera que isso seja feito de uma maneira que seja não apenas legal e constitucional, mas também eficaz", disse o governador.

O protocolo de execução do estado prevê a administração de uma segunda dose de drogas por meio de seringas, "caso o detento não esteja morto", após a primeira dose. O documento não especifica o que deve ser feito caso o indivíduo continue vivo após a segunda dose.

Esta é a segunda vez neste ano que o Tennessee não consegue realizar uma execução.

Em maio, autoridades estaduais cancelaram a execução por injeção letal de Tony Carruthers, condenado pelo sequestro e assassinato de três pessoas em 1994, após a equipe responsável pela execução tentar, sem sucesso, durante mais de uma hora, inserir um acesso venoso para a administração de pentobarbital.

A diretora-executiva do Death Penalty Information Center (Centro de Informações sobre a Pena de Morte em tradução livre), Robin M. Maher, classificou o que Pike vivenciou como algo "singular e sem precedentes".

Outras sete pessoas já sobreviveram a problemas médicos devido à falha da equipe de execução em acessar uma veia para administrar os medicamentos da injeção letal, mas ninguém sobreviveu após receber as drogas usadas nessas execuções, detalhou Maher. /Com AP

Estadão
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra