Tennessee suspende execuções no estado após mulher sobreviver à injeção letal
Decisão vem após Christa Gail Pike, condenada à morte em 1996 pelo assassinato de uma jovem de 18 anos, sobreviver à injeção letal por pentobarbital horas antes. Governador anunciou uma auditoria externa para 'determinar o que aconteceu'
O governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu as execuções no estado até o fim do ano após a detenta Christa Gail Pike sobreviver à injeção letal de pentobarbital, um caso inédito segundo especialistas. Uma auditoria externa foi aberta para investigar a falha no protocolo, que não prevê diretrizes caso o condenado resista a duas doses da droga. Este é o segundo erro em execuções no estado neste ano, após o cancelamento do procedimento de outro réu em maio por problemas de acesso venoso.
O governador do Tennessee, Bill Lee, anunciou, na madrugada desta quinta-feira, 1º, a suspensão de todas as execuções no estado até o final do ano. A decisão vem após a Christa Gail Pike, condenada à morte em 1996, sobreviver à injeção letal por pentobarbital horas antes, na noite de quarta, 30.
Lee anunciou uma auditoria externa para "determinar exatamente o que aconteceu". Além da execução de Christa, outra estava programada para ser realizada em 2026.
"Cumprir uma sentença legalmente imposta está entre as responsabilidades mais sérias do Estado, e o povo do Tennessee espera que isso seja feito de uma maneira que seja não apenas legal e constitucional, mas também eficaz", disse o governador.
O protocolo de execução do estado prevê a administração de uma segunda dose de drogas por meio de seringas, "caso o detento não esteja morto", após a primeira dose. O documento não especifica o que deve ser feito caso o indivíduo continue vivo após a segunda dose.
Esta é a segunda vez neste ano que o Tennessee não consegue realizar uma execução.
Em maio, autoridades estaduais cancelaram a execução por injeção letal de Tony Carruthers, condenado pelo sequestro e assassinato de três pessoas em 1994, após a equipe responsável pela execução tentar, sem sucesso, durante mais de uma hora, inserir um acesso venoso para a administração de pentobarbital.
A diretora-executiva do Death Penalty Information Center (Centro de Informações sobre a Pena de Morte em tradução livre), Robin M. Maher, classificou o que Pike vivenciou como algo "singular e sem precedentes".
Outras sete pessoas já sobreviveram a problemas médicos devido à falha da equipe de execução em acessar uma veia para administrar os medicamentos da injeção letal, mas ninguém sobreviveu após receber as drogas usadas nessas execuções, detalhou Maher. /Com AP
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