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Forças de Trípoli capturam prisioneiros, UE pede a Haftar fim de ofensiva na Líbia

11 abr 2019 - 19h39
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Uma ofensiva de forças do leste contra a capital da Líbia, Trípoli, foi estagnada nesta quinta-feira devido a uma forte resistência ao sul da cidade, e o governo internacionalmente reconhecido do país disse ter feito quase 200 prisioneiros.

Khalifa Haftar
14/10/2017
REUTERS/Esam Omran Al-Fetori
Khalifa Haftar 14/10/2017 REUTERS/Esam Omran Al-Fetori
Foto: Reuters

O combate entre o Exército Nacional Líbio (LNA), de Khalifa Haftar, e tropas do governo internacionalmente apoiado de Trípoli deixou ao menos 56 mortos e forçou 8 mil pessoas a fugirem de suas casas na cidade na última semana, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

Um repórter da Reuters ouviu ocasionais fortes tiros e explosões à medida que o LNA enfrentava forças do primeiro-ministro, Fayez al-Serraj, ao redor de um ex-aeroporto internacional fora de uso e do distrito de Ain Zara.

Após subir do sul do país, o LNA ficou preso nos subúrbios de Trípoli, cerca de 11 quilômetros do centro da cidade.

Mais de 190 tropas do LNA foram capturadas, disseram autoridades aliadas a Trípoli, acusando a organização de utilizar adolescentes. Um total de 116 combatentes foi capturado em Zawiya, uma cidade a oeste de Trípoli, e mais 75 foram presos em Ain Zara, nas redondezas sul da capital, disseram autoridades.

A ofensiva de Haftar contra Trípoli, no noroeste da Líbia, é a mais recente jogada em um ciclo de violência e caos faccionário no país desde a revolta de 2011 que depôs o ditador Muammar Gaddafi.

A União Europeia pediu que as forças do LNA acabem com sua ofensiva, finalmente concordando com uma declaração, depois que a França e a Itália discutiram sobre como lidar com o crescente conflito.

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