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FMI projeta leve alta no PIB da Itália até 2027 e alerta para dívida alta

Relatório é divulgado após previsão de que país pode superar Grécia como mais endividado

27 mai 2026 - 10h31
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou nesta quarta-feira (27) que o PIB da Itália deve crescer 0,5% em 2026 e 2027, embora a dívida pública continue em níveis muito elevados, após a recente projeção de que o país poderá ultrapassar a Grécia como o mais endividado da zona do euro.

    "Espera-se que a economia italiana continue crescendo a um ritmo moderado, pressionada por ventos contrários externos e desafios estruturais", diz o fundo.

    Segundo o artigo IV do FMI, o PIB real italiano cresceu 0,5% em 2025. Com o impacto da guerra, o crescimento também está estimado em 0,5% neste ano e em 2027.

    "A consolidação fiscal continuou a progredir, mas a dívida pública permanece muito alta", enfatizou o órgão, lembrando que o déficit caiu para 3,1% do PIB em 2025.

    O FMI também destacou que, "apesar dessas conquistas, a dívida pública aumentou para cerca de 137% do PIB no final de 2025, e a dinâmica da dívida permanece vulnerável a choques no crescimento, nas taxas de juros e na confiança." A médio prazo, o FMI prevê que o rápido envelhecimento da população e o crescimento persistentemente fraco da produtividade continuarão a limitar o crescimento potencial a cerca de 0,6%, também em função de uma taxa de participação no mercado de trabalho inferior à de países comparáveis, especialmente entre mulheres e jovens.

    "A incerteza em relação às perspectivas econômicas permanece elevada, e os riscos negativos para o crescimento estão se acumulando", escreve o FMI.

    De acordo com as projeções mais recentes, o aumento dos preços globais da energia contribuiu para o enfraquecimento da confiança do consumidor, elevando a probabilidade de um crescimento abaixo do esperado.

    Um conflito prolongado no Oriente Médio poderia exercer pressão adicional sobre os preços, restringir as condições financeiras e enfraquecer ainda mais a confiança e a atividade econômica.

    Além disso, uma intensificação das tensões comerciais ou uma forte correção nos mercados associada ao avanço da inteligência artificial também poderiam apertar as condições financeiras e afetar o crescimento. .

Ansa - Brasil
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