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Execuções no mundo aumentam, principalmente no Irã, aponta relatório da Anistia Internacional

O número de execuções registradas no mundo cresceu em 2025 e atingiu seu nível mais alto desde 1981, segundo o relatório anual da Anistia Internacional publicado nesta segunda‑feira (18). Esse aumento se deve principalmente à situação no Irã, que representa 80% dos casos, e onde 2.159 pessoas foram executadas por enforcamento, contra 972 em 2024.

18 mai 2026 - 11h03
(atualizado às 11h21)
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"As autoridades iranianas intensificaram o uso da pena de morte como ferramenta de repressão e controle políticos, alimentando um aumento sem precedentes no número de execuções", observa a ONG em seu relatório.

Agnès Callamard, secretária-geral da Anistia Internacional, durante apresentação do relatório anual 2025/26, em Londres, em 20 de abril de 2026. Foto de arquivo.
Agnès Callamard, secretária-geral da Anistia Internacional, durante apresentação do relatório anual 2025/26, em Londres, em 20 de abril de 2026. Foto de arquivo.
Foto: © Amnesty International / RFI

O recurso às execuções cresceu após a "Guerra dos 12 Dias", que opôs o Irã a Israel e aos Estados Unidos em junho de 2025. Antes desse conflito, 654 casos haviam sido registrados, contra 1.505 entre julho e dezembro.

A Anistia Internacional contabilizou pelo menos 2.707 execuções no mundo em 2025, mas "sem incluir as milhares de execuções que (...) ocorreram na China — país que mais uma vez realizou o maior número de execuções do mundo neste ano", ressalta.

O número de pessoas mortas desta forma no mundo aumentou 78% em relação a 2024 e atinge um nível recorde desde 1981, ano em que 3.191 execuções — excluindo a China — haviam sido registradas pela ONG.

"As autoridades iranianas intensificaram o uso da pena de morte como ferramenta de repressão e controle políticos, alimentando um aumento sem precedentes no número de execuções", observa a ONG em seu relatório.

Controle do Estado

"Trata-se de um governo que utiliza a pena de morte como instrumento de repressão e de controle. É uma forma de afirmar o controle do Estado no momento em que ele está se desintegrando, seja por razões internas, como todas as manifestações que temos visto há vários anos, ou externas, como os bombardeios ilegais dos americanos ou dos israelenses", diz Agnès Callamard, secretária-geral da ONG.

As condenações à morte e as execuções no Irã após o movimento de protesto no país, em janeiro, e o início do conflito no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, não foram contabilizadas no relatório da Anistia.

Segundo a ONU, pelo menos 21 pessoas foram executadas no Irã desde o fim de fevereiro por motivos políticos ou ligados à segurança nacional. Cerca de metade (998) das execuções no Irã em 2025 está relacionada a infrações à legislação sobre entorpecentes, observa ainda a Anistia. Elas também dobraram em relação ao ano anterior.

Em outras partes do mundo, a Arábia Saudita executou 356 pessoas, o Iêmen pelo menos 51, os Estados Unidos 47, o Egito 23, e a Somália, Singapura e o Kuwait 17 cada. No total, 17 países realizaram execuções.

Com agências

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