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EXCLUSIVO-Aprovação de Trump atinge nova mínima por alta dos preços dos combustíveis e guerra, mostra pesquisa Reuters/Ipsos

24 mar 2026 - 15h13
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O índice de aprovação do presidente Donald ‌Trump caiu nos últimos dias para o seu ponto mais baixo desde que ele retornou à Casa Branca, atingido por um aumento nos preços dos combustíveis e pela desaprovação generalizada da guerra que ele lançou contra o Irã, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos.

A pesquisa de quatro dias, encerrada na segunda-feira, mostrou que 36% dos norte-americanos aprovam o ⁠desempenho de Trump no trabalho, abaixo dos 40% de uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada na semana ‌passada.

A opinião dos norte-americanos sobre Trump piorou significativamente em relação à sua administração sobre o custo de vida, já que os preços da gasolina subiram desde que ‌os EUA e Israel lançaram ataques coordenados contra o ‌Irã em 28 de fevereiro. Apenas 25% dos entrevistados aprovavam a maneira ⁠como Trump tem lidado com o custo de vida, uma questão que esteve no centro de sua campanha para a eleição presidencial de 2024.

A posição de Trump dentro do Partido Republicano continua majoritariamente forte. Apenas cerca de um em cada cinco republicanos disse desaprovar seu desempenho geral na Casa Branca, em comparação com cerca de um em ‌cada sete na semana passada. Mas a parcela de republicanos que desaprovam a maneira ‌como ele lida com o ⁠custo de vida aumentou ⁠de 27% na semana passada para 34%.

O índice de aprovação de Trump era de 47% nos ⁠primeiros dias de seu mandato e, desde ‌o verão passado, vinha se ‌mantendo em torno de 40%.

PREOCUPAÇÕES COM A GUERRA PESAM

A guerra contra o Irã pode estar mudando isso para um presidente que assumiu o cargo prometendo evitar "guerras estúpidas". A pesquisa revelou que 35% dos norte-americanos aprovam os ataques dos EUA ao ⁠Irã, abaixo dos 37% de uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada na semana passada. Cerca de 61% desaprovaram os ataques, em comparação com 59% na semana passada.

As pesquisas anteriores Reuters/Ipsos foram realizadas logo após os primeiros ataques norte-americanos e israelenses, quando muitos norte-americanos ainda estavam se informando sobre a situação, e ‌os entrevistados tinham a opção de dizer que não tinham certeza de suas opiniões.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos de 28 de fevereiro a 1º de março revelou que 27% aprovavam ⁠os ataques, 43% desaprovavam e 29% não tinham certeza.

As pesquisas mais recentes não dão a opção de não ter certeza, embora 5% dos entrevistados da última pesquisa tenham se recusado a responder à pergunta sobre sua opinião a respeito da guerra.

Houve poucos sinais de que o declínio da popularidade de Trump também estivesse prejudicando seus aliados republicanos que buscam manter o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato em novembro. Cerca de 38% dos eleitores registrados na pesquisa Reuters/Ipsos disseram que os republicanos são os melhores administradores da economia dos EUA, em comparação com 34% que escolheram os democratas para essa questão.

A pesquisa, que foi realizada online e em todo o país, reuniu respostas de 1.272 adultos norte-americanos e teve uma margem de erro de 3 pontos percentuais.

((Tradução Redação São Paulo)) REUTERS AC

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