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Evo Morales defende virtudes da folha de coca e sua industrialização

11 mar 2013 - 11h55
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O presidente da Bolívia, Evo Morales, defendeu nesta segunda-feira em Viena os benefícios para a saúde humana da folha de coca em estado natural e afirmou que inclusive o papa Leão XIII desfrutou de tônicos feitos com esta planta.

Em seu discurso perante a Comissão de Entorpecentes da ONU, o líder boliviano insistiu que a folha de coca não é cocaína e que a planta tem usos rituais e medicinais.

"O uso da folha de coca em seu estado natural tem inumeráveis e comprovados fins medicinais, sua efetividade foi comprovada durante centenas de gerações na luta e alívio contra artrites, diabetes", reivindicou o também líder cocaleiro.

Morales disse que já no século XIX se produzia na Europa um tônico conhecido como "vinho Mariani" e que era muito apreciado inclusive pelo papa Leão XIII (1810-1903).

"Tomara que o novo papa que vai ser designado em breve retome o uso do Vinho Mariani", confiou o líder.

O presidente boliviano reivindicou que se reconheça a folha de coca como um produto tradicional e agrícola.

"Penalizar a folha de coca é um erro histórico", manifestou Morales aos presentes à reunião da Comissão.

O líder boliviano negou a eficácia das políticas de diversificação de cultivos, já que, disse, os altos benefícios da produção da coca para o narcotráfico faz com que outros produtos sejam sempre menos atrativos. Evo aposta na industrialização e na comercialização de produtos realizados a partir de folha de coca, e disse que já há no mercado desde vinhos e xaropes a doces e cremes dentais.

O presidente boliviano também anunciou que seu país tentará fechar acordos com outros Estados para comercializar produtos elaborados com folha de coca.

EFE   
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