Strauss-Kahn contrata advogado que defendeu Michael Jackson
15 mai2011 - 18h39
(atualizado às 20h08)
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Poucos advogados criminalistas conhecem o sistema legal de Nova York tão bem quanto Benjamin Brafman, famoso por ajudar celebridades com problemas sérios e o escolhido por Dominique Strauss-Kahn para defendê-lo das acusações de tentativa de abuso sexual feitas pela funcionária de um hotel de Nova York.
Benjamin Brafman, que já foi advogado de Michael Jackson, vai defender Strauss-Kahn da acusação de tentativa de abuso sexual
Foto: AFP
Brafman é conhecido pelas causas ganhas nos tribunais e por negociar acordos bons para seus clientes. Ele representou o rei do pop, Michael Jackson, em um caso de abuso sexual de menores, em 2004, antes de se retirar do caso. Também foi advogado do astro do futebol americano Plaxico Buress, acusado de entrar em uma boate com uma arma que disparou quando caiu da calça dele.
Brafman ainda tem no currículo ter conseguido inocentar o rapper "P. Diddy" Sean Combs das acusações de porte ilegal de arma e suborno em uma briga de boate e tiroteio que foram testemunhados por mais de 100 pessoas. "A maioria das pessoas que vem a mim o faz em situações realmente desesperadoras", disse Brafman, 62 anos, em uma entrevista recente para um grupo de estudantes de direito.
Seu mais recente cliente famoso, o diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) Strauss-Kahn, foi retirado de dentro de um avião no aeroporto John F. Kennedy, no sábado, após ser acusado de ter abusado sexualmente de uma funcionária de um hotel na cidade de Nova York. Brafman, que representa Strauss-Kahn junto com o advogado de defesa William Taylor, de Washington, disse que seu cliente vai alegar "inocência".
Brafman foi promotor-assistente do distrito de Manhattan durante quatro anos, antes de abrir seu próprio escritório em Nova York, onde ficou famoso pela grande clientela de celebridades. Para Burress, que teria que passar pelo menos três anos e meio na cadeia, Brafman negociou um acordo que limitou a condenação a dois anos. Ele conseguiu a absolvição de Combs, quando melhorou seu status como advogado de tribunal.
"Senhoras e senhores, esse é Sean 'Puff Daddy' Combs", disse ele durante aquele julgamento, de acordo com um livro sobre Combs, chamado "Bad Boy". "Vocês podem chamá-lo de Sean. Vocês podem chamá-lo de Mr. Combs. Vocês podem chamá-lo de Puff Daddy. Vocês podem chamá-lo simplesmente de Puffy. Mas vocês não podem chamá-lo de culpado", disse Brafman aos jurados.
Muitos casos em que Brafman trabalha não chegam aos tribunais. Durante vários anos ele representou o fugitivo internacional Viktor Kozeny. Em 2005, os promotores federais acusaram Kozeny de subornar funcionários do governo do Azerbaijão em um acordo de privatização da empresa estatal de petróleo. Mas os promotores têm sido incapazes de extraditá-lo das Bahamas. Não está claro se Brafman ainda representa Kozeny.
Brafman disse que foi chamado para representar Strauss-Kahn por Taylor, um sócio da firma Zuckerman Spaeder, especializada em defesas de crimes de colarinho branco, em Washington. Taylor e Brafman tiveram um papel importante na acusação dos advogados de ações coletivas da empresa conhecida anteriormente como Milberg Weiss, que foram acusados de subornar os reclamantes.
Taylor representou a empresa, que conseguiu escapar da condenação, enquanto Brafman representou um dos seus fundadores, Mel Weiss, que se declarou culpado e foi sentenciado a 30 meses de prisão em junho de 2008. Em uma recente entrevista à Lawline.com, um site jurídico, Brafman disse que ele se tornou especialista em manter seus clientes "vivos e funcionando" enquanto o mundo desmorona ao seu redor. "Acho que já convenci mais pessoas a não cometerem suicídio do que qualquer psiquiatra no mundo", disse.
Diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, conversa no telefone antes do início de reunião, em Washington, em abril deste ano. Hoje, Strauss-Kahn, um possível candidato à presidência francesa, foi indiciado por agressão sexual e tentativa de estupro contra uma camareira poucas horas depois de ser preso em um aeroporto de Nova York
Foto: AFP
Jornalistas aguardam em frente a delegacia de Nova York informações sobre o dirigente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, que vê fracassar a possibilidade de concorrer à presidência francesa, em 2012
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Após prisão de Dominique Strauss-Kahn, detetive americano Ryan Sessa anuncia que o dirigente do FMI será acusado de "ato sexual criminoso, aprisionamento ilegal e tentativa de estupro", em frente à delegacia de Nova York
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Strauss-Kahn chega a hotel para conceder entrevista após reunião do do Comitê Financeiro do Fundo Monetário Internacional, no mês passado, em Washington
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Strauss-Kahn cumprimenta a presidente do G20, Christine Lagarde, antes de uma reunião-almoço, no dia 16 de abril de 2011, na sede do FMI em Washington
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Diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, participa da mesa redonda "Juventude, Emprego e Crescimento Inclusivo no Oriente Médio e Norte da África", no dia 15 de abril, na sede do órgão, em Washington
Foto: AFP
Strauss-Kahn é acusado de por agressão sexual e tentativa de estupro contra uma camareira quando estava hospedado no hotel Sofitel
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Benjamin Brafman, que já foi advogado de Michael Jackson, vai defender Strauss-Kahn da acusação de tentativa de abuso sexual
Foto: AFP
Foto: Terra
Diretor estava detido na delegacia desde a noite de sábado
Foto: Terra
Strauss-Kahn entra em carro, escoltado por policiais
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Diretor segue em carro rumo ao Tribunal Criminal de Manhattan, segundo informações da política à agência Reuters
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Diretor do FMI deixa delegacia, olhando para frente, algemado e escoltado
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O diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, chega escoltado à Corte Criminal de Manhattan, em Nova York
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De braços cruzados, Dominique Strauss-Kahn aguarda o início da audiência sobre sua fiança
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Strauss-Kahn, acusado de agressão sexual e tentativa de estupro, sorri enquanto aguarda pela audiência
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Strauss-Kahn observa enquanto seu advogado, Benjamin Brafman, fala à juíza durante a audiência
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O diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, assiste à audiência na Corte Criminal de Manhattan, em Nova York
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Strauss-Kahn é acusado de agressão sexual e tentativa de estupro contra a camareira de um hotel
Foto: Reuters
Os advogados William Taylor (dir.) e Benjamin Brafman dão entrevista após a fiança ter sido negada
Foto: AFP
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A jornalista e escritora Tristane Banon chega ao escritório de seu advogado, David Koubbi, em Paris. Banon considera acusar formalmente o diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, de abuso sexual, que teria ocorrido em 2002
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Tristane Banon deixa o escritório de seu advogado, David Koubbi, em Paris
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A jornalista Tristane Banon caminha ao lado de seu advogado, David Koubbi, após reunião em seu escritório, em Paris
Foto: Reuters
Policiais escoltam van na entrada do tribunal, em Manhattan, onde Strauss-Kahn participará de audiência
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Documento divulgado pela polícia de Nova York registra a prisão de Dominique Strauss-Kahn
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Dominique Strauss-Kahn aparenta nervosismo antes de ouvir a decisão sobre o pedido de liberdade sob fiança
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Ex-chefe do FMI chega à Suprema Corte criminal acompanhado de seus advogados William Taylor (esq.) e Marc Agnifico, em Nova York
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Anne Sinclair, mulher de Strauss-Kahn, e a filha do casal, Camille, deixam a Corte após assistir à audiência
Foto: AP
O advogado de Strauss-Kahn, William Taylor, concede entrevista coletiva após o anúncio da prisão domiciliar
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Strauss-Kahn conversa com seus advogados durante a audiência, em Nova York
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Dominique Strauss-Kahn e sua mulher, Anne Sinclair, deixam a residência em Nova York onde o ex-diretor do FMI cumpre prisão domiciliar
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Funcionários de hotéis de Nova York protestam em frente à corte de Manhattan pedindo a condenação de Strauss-Kahn
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O ex-diretor do FMI desce do carro ao chegar à corte criminal de Manhattan para audiência
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Anne Sinclair, mulher de Strauss Kahn, chega ao apartamento de Nova York onde o ex-diretor do FMI reside em prisão domiciliar
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